segunda-feira, 24 de março de 2014

Brasil cai 20 posições em ranking de logística do Banco Mundial.

O Brasil caiu 20 posições no ranking de logística feito pelo Banco Mundial, ficando em 65° lugar entre 160 países.

Para a avaliação, são considerados fatores como procedimentos alfandegários, infraestrutura prazos de entrega e rastreamento.

O país ficou atrás de vizinhos como Argentina e Chile, e dos companheiros de BRICs China, Índia e África do Sul. O primeiro lugar ficou com a Alemanha, seguido da Holanda, da Bélgica e do Reino Unido.

No último ranking divulgado, em 2012, o Brasil ocupava a 45° posição.

DESEMPENHO RUIM

Comparadas às médias obtidas pelo país nos quatro últimos relatórios divulgados (2007, 2010, 2012, 2014), as notas do Brasil neste ano foram todas mais baixas - com exceção da qualidade logística, que se manteve.

O pior desempenho do país foi sobre a eficiência do gerenciamento alfandegário. Nesse quesito, o Brasil ficou 94° lugar, perdendo para vários outros países latinos e do Caribe, como El Salvador, Paraguai e Equador.

Na avaliação sobre entregas internacionais - que mede, entre outros, a capacidade do país de conseguir preços competitivos neste tipo de entrega -, o Brasil caiu para a 81° posição.

Segundo o Banco Mundial, a distância entre os países com melhor e os com pior performance em logística de comércio ainda é muito grande.

"Uma cadeia de fornecimento pouco eficiente é a principal barreira para a integração do comércio mundial", observou o relatório.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/03/1428313-brasil-cai-20-posicoes-em-ranking-de-logistica-do-banco-mundial.shtml


sexta-feira, 21 de março de 2014

Brasil questiona, na OMC, subsídios da Índia ao açúcar

O Brasil, que lidera a produção global de açúcar, vai colocar pressão sobre a Índia – que ocupa o segundo lugar nesse ranking – hoje na Organização Mundial do Comércio (OMC) por causa dos generosos subsídios prometidos por Nova Déli a seus produtores.

Fonte: http://comexleis.com.br/news/?p=12242

quinta-feira, 20 de março de 2014

Alfândega no Porto de Itajaí retém 19 toneladas de produtos falsificados.

A Alfândega da Receita Federal no Porto de Itajaí/SC fez a retenção, em 18 de março,  de um container com de cerca de 19 toneladas de produtos contrafeitos de marcas conhecidas, como: Adidas, Nike, Quiksilver, Bilabong, entre outras.
Os produtos, dentre eles, bermudas, agasalhos e tênis vieram da China e foram apreendidos em recinto alfandegado da jurisdição da Alfândega.
A  carga foi selecionada pela equipe de Análise de Risco que, com base nas informações disponíveis nos sistemas informatizados da RFB, promoveu o bloqueio da carga antes do registro do despacho de importação. 
Após os trâmites processuais, as mercadorias serão encaminhadas para destruição.


Fonte: http://acoesdareceita.receita.fazenda.gov.br/posts/2014/3/alfandega-de-itajai-retem-19-toneladas-de-produtos-falsificados

Comércio exterior: Novos rumos.

Um levantamento dos últimos quinze anos mostra que o comércio exterior praticado pelo Brasil cresceu de maneira vertiginosa: segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em 1996, o País exportou US$ 47,7 bilhões e, em 2010, US$ 201 bilhões. Mas nada disso, porém, foi resultado de esforço concentrado da diplomacia brasileira, marcada nos últimos oito anos por um viés ideológico que pouco contribuiu nesse sentido. Pelo contrário.
Não houve nesse tempo nenhum esforço para reduzir barreiras tarifárias ou criar com algum bloco ou grande país um ambiente que pudesse ampliar a penetração dos produtos nacionais. Em outras palavras: não foi assinado nenhum acordo de livre comércio que envolvesse um grande mercado. O Mercosul, com duas décadas de existência, continua à espera de avanços que nunca se concretizam, depois de muitas rodadas de negociações inócuas. Portanto, a ampliação das exportações deu-se muito mais em função do aumento da procura internacional, especialmente de países asiáticos e, muito particularmente, da China.
O problema é que a China só tem interesse, praticamente, em commodities. Em razão disso, a proporção da exportação de produtos de alta, média e baixa intensidade tecnológica vem caindo, o que significa que o País está perdendo espaço no mercado de produtos baseados no conhecimento e na tecnologia. Não adianta o governo brandir a previsão segundo a qual o saldo comercial (diferença entre exportações e importações) de 2011 deverá atingir US$ 30 bilhões, quando se sabe que essa perspectiva só existe em função da manutenção de preços altos dos produtos agrícolas.
Ao contrário da China, que a partir da década de 1980 definiu uma estratégia de inserção global que, hoje, dá os frutos esperados, o Brasil, ao longo dos últimos governos, nunca mostrou uma política de expansão comercial. Geralmente, a política comercial andou atrelada à política externa, quando o pragmatismo indicaria que deveria ser o contrário. Isso significou uma redução na corrente de comércio com os Estados Unidos, a maior economia do planeta e também o grande concorrente do agronegócio brasileiro. O pior é que o governo norte-americano vem negociando acordos com países latino-americanos, com a Coreia e a Austrália, que podem reduzir o espaço do agronegócio brasileiro no mundo.
A falta de uma estratégia de inserção global se constata também na ausência de um plano de reestruturação da precária infraestrutura portuária e de transporte do País, cuja implementação é tarefa para décadas.  E não só.  Falta coragem também para enfrentar problemas difíceis, como a votação pelo Congresso de uma reforça tributária séria e colocar um fim na chamada “guerra fiscal”, que não favorece a produção interna. Enquanto isso, a venda de produtos manufaturados para o exterior perde participação no total exportado, pois era de 41,1% no acumulado dos primeiros cinco meses de 2010 e agora é de 36,4%.
Portanto, está na hora de o País reagir, atacando em várias frentes, desde um avanço diplomático em busca de novos mercados até a redução do chamado custo Brasil, que inclui a construção de uma infraestrutura mais eficiente e menos cara, uma carga tributária menos extorsiva e preços de energia menos exorbitantes, entre outros temas.

Fonte: http://www.comexblog.com.br/exportacao/comercio-exterior-novos-rumos

terça-feira, 18 de março de 2014

Paraguai quer ser parceiro da indústria brasileira.

Em seminário na Fiep, Gustavo Leite, responsável pelo ministério de Indústria e Comércio paraguaio, diz que seu país se apresenta como alternativa para aumentar a competitividade das empresas nacionais.
A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) recebeu nesta quarta-feira (12), em Curitiba, o ministro de Indústria e Comércio do Paraguai, Gustavo Leite, que apresentou a empresários paranaenses oportunidades de negócios com o país vizinho. Acompanhado de uma comitiva de técnicos do governo paraguaio, Leite afirmou que a intenção de seu país ao buscar a atração de investimentos brasileiros não é tirar empregos do Brasil, mas criar uma integração entre as cadeias produtivas dos dois países que possibilite maior competitividade às empresas.
O Seminário Brasil-Paraguai realizado nesta quarta foi decorrência da missão empresarial brasileira, composta por 178 empresários e liderada pelo presidente do Sistema Fiep, Edson Campagnolo, que no mês passado visitou a região de Assunção. “Nessa visita vimos que o Paraguai pode ser uma alternativa para que indústrias brasileiras, sem deixarem de produzir aqui, possam ser competitivas principalmente no mercado global, utilizando o país como base exportadora”, disse Campagnolo. “Pelo ambiente de negócios atual do Brasil, temos alguns setores que perderam competitividade e muitas indústrias que passaram a ser apenas importadoras. Temos que encontrar oportunidades para essas empresas e percebemos que o Paraguai pode ser uma alternativa, já que tem feito a lição de casa melhor que o Brasil”, completou o presidente da Fiep.
Segundo o ministro Gustavo Leite, a aproximação que o governo paraguaio vem buscando com empresários brasileiros está de acordo com o alinhamento político que está ocorrendo entre os presidentes dos dois países. “Nossa intenção com esta reunião na Fiep é aprofundar a visão da presidente Dilma (Rousseff) e do presidente Horacio (Cartes) de que Brasil e Paraguai devem trabalhar juntos em cadeiras produtivas ganhar-ganhar”, afirmou. “Não queremos tirar empregos do Brasil, que vive hoje uma situação de quase pleno emprego e continua crescendo. O que queremos é ir junto com o Brasil para o mundo”, acrescentou.
Segundo Leite, o interesse de indústrias brasileiras e de outras partes do mundo pelo Paraguai vem crescendo por dois motivos principais. O primeiro é o ambiente macroeconômico do país. “O Paraguai tem sido um país muito estável, e a primeira coisa que o empresário quer é estabilidade econômica. A inflação é muito baixa, é um país com um sistema financeiro muito solvente, com muitas reservas”, disse. O segundo é a política de incentivos do governo paraguaio, principalmente no que se refere ao sistema tributário. “O Paraguai é quase um paraíso fiscal. Estamos com uma política de atrair empresas e criar empregos dignos no Paraguai e temos muita competitividade para oferecer”, afirmou.
Os benefícios são ainda maiores para indústrias que utilizam o Paraguai como base exportadora. Pelo chamado Regime de Maquila, as empresas podem importar matérias primas e insumos com suspensão de impostos e, na hora de vender o produto acabado para o exterior – o que inclui o Brasil –, pagam um imposto único de 1% sobre o valor agregado à mercadoria. “Temos empresas de várias partes do mundo se instalando no Paraguai. Isso quer dizer que alguma coisa está acontecendo, não somos nós, como funcionários do governo, que estamos promovendo o país. Esse trabalho tem que estar suportado por dados reais”, concluiu o ministro.
Durante o seminário, o empresário argentino Jorge Bunchicoff, proprietário da Blue Design, que confecciona jeans, fez um relato de sua experiência empresarial no Paraguai. Bunchicoff atua no país há 17 anos e foi uma das primeiras empresas a se inserir no Regime de Maquila. No ano passado, inaugurou uma nova fábrica da Blue Design nos arredores de Assunção – visitada pela missão brasileira em fevereiro –, que hoje emprega 600 pessoas e produz aproximadamente 85 mil calças por mês. A capacidade da planta, porém, é de produzir até 200 mil peças mensais, nível que deve ser alcançado dentro de um ano e meio, quando o quadro de colaboradores deve chegar a 1 mil trabalhadores. “Se fizemos esse investimento alto no ano passado, depois de 17 anos no Paraguai, é sinal de que acreditamos que podemos crescer ainda mais”, resumiu o empresário.
Além de Gustavo Leite, participaram do seminário desta quarta-feira diversos técnicos do Ministério de Indústria e Comércio do Paraguai. Estiveram presentes ainda o diretor brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek, o secretário estadual em exercício da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Horácio Monstechio, e o secretário de Administração da prefeitura de Curitiba, Fábio Scatolin. O evento teve também a participação de empresários e representantes de entidades empresariais paranaenses.

Fonte: http://www.comexblog.com.br/destaques/paraguai-quer-ser-parceiro-da-industria-brasileira-afirma-ministro

Petrobras deve elevar importação de gasolina em 2014.

As importações de gasolina pela Petrobras deverão quase dobrar em 2014, com a estatal correndo para atender ao crescimento do consumo interno de combustíveis, disse à Reuters uma fonte da indústria familiarizada com o assunto.
As importações de petróleo e derivados no país são feitas em sua maioria pela estatal, que tem tido seus resultados afetados nos últimos anos pela política de combate à inflação do governo, que implica na venda pela estatal no mercado interno de combustíveis a valores mais baixos do que os de compra no mercado externo.
Tais compras externas de derivados de petróleo também estão entre os principais fatores que afetam o desempenho da balança comercial brasileira.
Procurada, a Petrobras não respondeu imediatamente a questionamentos sobre o assunto.
O aumento das importações de gasolina ocorreria diante de previsões do órgão regulador do setor de crescimento na demanda por combustíveis em 2014 de 4 a 5 por cento.
Além disso, em 2014 é muito provável que a Petrobras não conte com o crescimento de quase 20 por cento na produção de etanol registrado da safra do ano passado, o que colaborou para a empresa reduzir em 63 por cento as importações de gasolina em 2013 ante 2012.
As primeiras avaliações do setor apontam uma produção do biocombustível estagnada na temporada 2014/15 por conta da severa seca que atingiu as principais regiões produtoras.
Quando o preço do biocombustível é competitivo frente ao da gasolina, motoristas de carros flex tendem a elevar o consumo de etanol.
No ano passado, além de um maior consumo de etanol hidratado pelos carros bicombustíveis, a Petrobras ainda se beneficiou do aumento da mistura de etanol anidro na gasolina, que subiu de 20 para 25 por cento.
A avaliação da fonte leva em conta, entre outras coisas, que os produtores de etanol sejam capazes de produzir volumes suficientes para atender a mistura de 25 por cento de etanol anidro na gasolina.
Importação de Diesel
A Petrobras, entretanto, deverá reduzir as importações de diesel para volumes entre 150 mil e 160 mil barris/dia, contra 174 mil barris/dia em 2013, segundo a fonte.
Isso principalmente pelo início da operação da Refinaria do Nordeste (Rnest), no último trimestre de 2014, que amenizará a necessidade de importação na média do ano.
“Serão dois meses cheios de refino da Rnest e isso vai influenciar bastante na média anual de importação”, afirmou a fonte, destacando ainda que o diesel é o combustível mais vendido pela Petrobras e com importante impacto nas contas da estatal.
As vendas de diesel responderam por cerca de 43 por cento do consumo total de combustíveis em 2013 no Brasil, segundo dados da ANP.
A primeira fase da Rnest, no Nordeste, tem previsão de início de operações em novembro de 2014, com capacidade de 115 mil barris de petróleo por dia (o chamado trem 1), segundo a Petrobras.
A refinaria em Pernambuco será a unidade da Petrobras com a maior taxa de conversão de petróleo em diesel: o equivalente a 70 por cento de sua produção.

Fonte: http://www.comexblog.com.br/clipping-comex/petrobras-deve-elevar-importacao-de-gasolina-em-2014

segunda-feira, 17 de março de 2014

Brasília sediará primeira edição do Seminário de Operações de Comércio Exterior em 2014

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), realizará, no próximo dia 25 de março (terça-feira), a primeira edição de 2014 do Seminário de Operações de Comércio Exterior. O evento será no auditório do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), em Brasília. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo e-mail: seminario.com.ext@mdic.gov.br. O seminário é gratuito e aberto a todos os interessados. A programação completa pode ser acessada no site do MDIC.
Esta será a 22ª edição do Seminário de Operações de Comércio Exterior, onde técnicos do Departamento de Operações de Comércio Exterior (Decex) da Secex palestram sobre temas de interesse dos operadores comerciais, como: controle administrativo, licenças de importação e regimes de drawback. Além das palestras, são realizados despachos executivos, com atendimentos a casos específicos sobre operações de drawback, contingenciamento, similaridade e importação de material usado. Estes atendimentos devem ser agendados com antecedência.
Os seminários são uma das ações realizadas pela Secex para aprimorar sua relação com o público. Em 2014, os eventos serão realizados mensalmente. Depois de Brasília, os seminários serão levados para capitais dos estados, em parceria com entidades estaduais.
Serviço
Evento: Seminário de Operações de Comércio Exterior
Data:  25 de março (terça-feira)
Local: Auditório do Serpro
Endereço: SGAN, quadra 601, módulo V, Brasília, DF
Horário: de 8h30 até 17h
Inscrições: pelo e-mail seminario.com.ext@mdic.gov.br
Programação: no site do MDIC
Mais informações para a imprensa:Assessoria de Comunicação Social do MDIC
(61) 2027-7190 e 2027-7198

Fonte:http://www.comexblog.com.br/clipping-comex/brasilia-sediara-primeira-edicao-do-seminario-de-operacoes-de-comercio-exterior-em-2014