Mostrando postagens com marcador Indústria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Indústria. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Indústrias reduzem estimativa para exportação do grão do país este ano

Exportação GrãosExportação GrãosMesmo sem reduzir sua estimativa para a produção nacional de soja no ciclo 2013/14, cuja colheita já está na reta final, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) voltou a ajustar para baixo, pelo segundo mês consecutivo, a projeção para as exportações do grão do país neste ano.
Em levantamento divulgado ontem, a entidade passou a calcular os embarques em 2014 em 43 milhões de toneladas, 1 milhão a menos que o previsto em março e apenas 200 mil a mais que o volume de 2013 – ainda que a produção da safra atual esteja estimada pela Abiove em 86,1 milhões de toneladas, com um incremento de 5,5% em relação à temporada passada (81,6 milhões).
A correção derivou de um ajuste para cima no processamento do grão para a produção de farelo e óleo de soja no ano passado. Em março, a entidade calculava esse volume em 35,4 milhões de toneladas, mas no relatório de ontem passou a trabalhar com 36,2 milhões de toneladas. Esse aumento levou a uma redução nos estoques iniciais do grão em 2014 – de 2,5 milhões para 1,7 milhão de toneladas – e à queda na estimativa para as exportações de soja em grão neste ano.
Essa queda se refletiu na projeção da Abiove para a receita das exportações do grão em 2014, que foi reduzida para US$ 20,21 bilhões, ante os US$ 20,680 bilhões previstos em março e os US$ 22,812 bilhões de 2013. A estimativa da entidade para o preço médio da tonelada da matéria-prima vendida ao exterior foi mantida em US$ 470, quase 12% abaixo da média de 2013 (US$ 533).
Apesar do bom ritmo das exportações brasileiras de soja em grão no primeiro trimestre – sustentado pela aquecida demanda chinesa e pela escassez do grão nos Estados Unidos, onde os estoques estão particularmente magros -, a tendência para o segundo semestre é de retração de preços, sobretudo por conta do crescimento da área plantada americana na safra 2014/15, cuja semeadura já teve início.
Assim, os embarques do “complexo soja” (inclui grão, farelo e óleo) deverão render US$ 27,095 bilhões em 2014, conforme os novos números da Abiove. Em março, a entidade apontava para US$ 27,565 bilhões e no ano passado foram US$ 30,965 bilhões, maior patamar alcançado até agora. Os embarques de farelo deverão somar US$ 5,754 bilhões neste ano e os de óleo, US$ 1,131 bilhão.
FONTE:http://www.comexblog.com.br/clipping-comex/industrias-reduzem-estimativa-para-exportacao-grao-pais-este-ano

quinta-feira, 27 de março de 2014

Exportação impulsiona faturamento da indústria de máquinas.

Em fevereiro, a indústria de máquinas e equipamentos teve faturamento bruto de R$ 5,449 bilhões, aumento de 3,6% sobre o mês janeiro e queda de 4,9% em comparação a fevereiro do ano passado.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, o faturamento foi maior em função do crescimento das exportações.
As exportações aumentaram 34,7% em fevereiro na comparação ao mesmo mês de 2013, alcançando US$ 1,049 bilhão.
O resultado é 7,2% inferior a janeiro deste ano. Neste mesmo mês, as importações de máquinas e equipamentos somaram US$ 2,206 bilhões, mostrando queda tanto na comparação mês a mês (-26,4%) quanto na comparação com o ano anterior (-10,7%).
A China foi o país que mais exportou máquinas e equipamentos para o Brasil no mês de fevereiro.
O déficit comercial do setor somou US$ 1,158 bilhão, queda de 38% em comparação a janeiro e foi 40,9% menor em comparação a fevereiro de 2013.
Quanto ao pessoal ocupado, o setor apresentou queda de 0,1% na comparação mês a mês e 1,4% negativos na comparação com fevereiro do ano passado. Segundo a associação, o setor empregava 255.026 pessoas em fevereiro deste ano.

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/exportacao-impulsiona-faturamento-da-industria-de-maquinas

quarta-feira, 26 de março de 2014

Cresce disputa com aço importado.

A indústria siderúrgica brasileira busca caminho para estancar a perda seguida de competitividade nos últimos anos, tanto na exportação de produtos siderúrgicos semi-elaborados e acabados, quanto para concorrer com produtos importados, que chegam da Ásia e Leste europeu.

Um levantamento feito pelo setor mostra que a situação pode se agravar ainda mais, caso nada seja feito. "Mantido o ritmo dos últimos cinco anos, vamos chegar em 2022 com 58% do consumo aparente de aço do país tendo como origem material importado", afirma Benjamin Baptista Filho, presidente do conselho diretor do Instituto Aço Brasil (IABr).

Atualmente, esse índice está na casa de 32%, considerando importações diretas (aços laminados na forma de chapas e bobinas) e indiretas - principalmente automóveis e autopeças, equipamentos e máquinas. Em 2008 era de 24,7%.

A China é apontada como o maior fantasma das siderúrgicas no Brasil e outros países da América Latina. Para Baptista, o Brasil não tem fôlego para exportar e as siderúrgicas vêm enfrentando o material importado ao custo de perda de margem de ganho. "É só olhar os balanços das empresas no Brasil dos últimos cinco anos".

Segundo ele, medidas que o governo tomou pouco mais de dois aos atrás (alta da alíquota de importação para alguns produtos), foram tiradas logo depois. "Deu com uma mão e tirou com a outra. A apreciação do dólar foi neutra, pois ela ocorreu ao mesmo tempo em todos os países competidores do Brasil". Ele aponta a lira turca, o rublo russo e a moeda da China.

Neste momento, quando o governo se preocupa mais em controlar a inflação, manifestações, questão energética e eleições, entre outros problemas, para o IABr a solução é adotar uma "proteção comercial emergencial" para a indústria de transformação do país.

A enxurrada de material de fora no país ocorreu em 2010. A entrada direta de aço mais que dobrou e alcançou quase 6 milhões de toneladas em relação a 2008. "Nos chamados aços planos, a participação do produto importado atingiu 25% naquele ano", disse Baptista. Atualmente, gira em torno de 12%, mas o nível considerado confortável é até 8%.

Já as importações indiretas, na mesma base de comparação, subiram cerca de 35%, para 4,2 milhões de toneladas no mesmo período e vêm mantendo um ritmo de crescimento anual acima de 10%, conforme os dados do IABr. A perda de mercado do setor no país, somados os dois movimentos de importação, equivale ao tamanho da Usiminas, com capacidade de fazer 9,5 milhões de toneladas de aço bruto por ano.

"Além do aço que entra, hoje somos atingidos por produtos chineses da cadeia metalmecânica, que reduz o mercado das siderúrgicas que têm fábricas aqui".

Segundo Baptista, a siderurgia brasileira tem hoje altos-fornos parados e outros operando com baixa carga. No ano passado, por volta de setembro, o setor conseguia ocupar apenas dois terços (65,8%)da capacidade instalada das usinas. "Devido a diversos fatores internos, como câmbio, elevação de custos de energia, mão de obra e a alta carga tributária, perdemos poder de competir internamente com material importado e no mercado externo, onde há um grande excesso de oferta de aço, principalmente da China". Em 2013, as exportações do país tiveram retração de mais de 17%.

O excesso de capacidade beira 580 milhões de toneladas, a maior parte na China. Para complicar, as usinas chinesas - "a maioria estatais que operam com prejuízos, mais preocupadas em gerar empregos nas províncias", segundo diz - têm planos de expansão de mais 105 milhões de toneladas de capacidade nova em alguns anos.

O IABr reúne as fabricantes de aço no país - Gerdau, ArcelorMittal, Usiminas ThyssenKrupp CSA, Votorantim, Sinobras, Aperam, Vallourec, VSB e Villares Metals. A CSN, que se retirou em 2010, deverá voltar em breve. Ao todo, operam 29 usinas de aço, aptas a fabricar 48,4 milhões de toneladas de aço bruto ao ano. Em 2013, fizeram 34,2 milhões de toneladas, com uma ociosidade de 30%. Atualmente, atinge 33%.


Fonte: http://cmaadvogados.blogspot.com.br/2014/03/cresce-disputa-com-aco-importado.html

terça-feira, 18 de março de 2014

Paraguai quer ser parceiro da indústria brasileira.

Em seminário na Fiep, Gustavo Leite, responsável pelo ministério de Indústria e Comércio paraguaio, diz que seu país se apresenta como alternativa para aumentar a competitividade das empresas nacionais.
A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) recebeu nesta quarta-feira (12), em Curitiba, o ministro de Indústria e Comércio do Paraguai, Gustavo Leite, que apresentou a empresários paranaenses oportunidades de negócios com o país vizinho. Acompanhado de uma comitiva de técnicos do governo paraguaio, Leite afirmou que a intenção de seu país ao buscar a atração de investimentos brasileiros não é tirar empregos do Brasil, mas criar uma integração entre as cadeias produtivas dos dois países que possibilite maior competitividade às empresas.
O Seminário Brasil-Paraguai realizado nesta quarta foi decorrência da missão empresarial brasileira, composta por 178 empresários e liderada pelo presidente do Sistema Fiep, Edson Campagnolo, que no mês passado visitou a região de Assunção. “Nessa visita vimos que o Paraguai pode ser uma alternativa para que indústrias brasileiras, sem deixarem de produzir aqui, possam ser competitivas principalmente no mercado global, utilizando o país como base exportadora”, disse Campagnolo. “Pelo ambiente de negócios atual do Brasil, temos alguns setores que perderam competitividade e muitas indústrias que passaram a ser apenas importadoras. Temos que encontrar oportunidades para essas empresas e percebemos que o Paraguai pode ser uma alternativa, já que tem feito a lição de casa melhor que o Brasil”, completou o presidente da Fiep.
Segundo o ministro Gustavo Leite, a aproximação que o governo paraguaio vem buscando com empresários brasileiros está de acordo com o alinhamento político que está ocorrendo entre os presidentes dos dois países. “Nossa intenção com esta reunião na Fiep é aprofundar a visão da presidente Dilma (Rousseff) e do presidente Horacio (Cartes) de que Brasil e Paraguai devem trabalhar juntos em cadeiras produtivas ganhar-ganhar”, afirmou. “Não queremos tirar empregos do Brasil, que vive hoje uma situação de quase pleno emprego e continua crescendo. O que queremos é ir junto com o Brasil para o mundo”, acrescentou.
Segundo Leite, o interesse de indústrias brasileiras e de outras partes do mundo pelo Paraguai vem crescendo por dois motivos principais. O primeiro é o ambiente macroeconômico do país. “O Paraguai tem sido um país muito estável, e a primeira coisa que o empresário quer é estabilidade econômica. A inflação é muito baixa, é um país com um sistema financeiro muito solvente, com muitas reservas”, disse. O segundo é a política de incentivos do governo paraguaio, principalmente no que se refere ao sistema tributário. “O Paraguai é quase um paraíso fiscal. Estamos com uma política de atrair empresas e criar empregos dignos no Paraguai e temos muita competitividade para oferecer”, afirmou.
Os benefícios são ainda maiores para indústrias que utilizam o Paraguai como base exportadora. Pelo chamado Regime de Maquila, as empresas podem importar matérias primas e insumos com suspensão de impostos e, na hora de vender o produto acabado para o exterior – o que inclui o Brasil –, pagam um imposto único de 1% sobre o valor agregado à mercadoria. “Temos empresas de várias partes do mundo se instalando no Paraguai. Isso quer dizer que alguma coisa está acontecendo, não somos nós, como funcionários do governo, que estamos promovendo o país. Esse trabalho tem que estar suportado por dados reais”, concluiu o ministro.
Durante o seminário, o empresário argentino Jorge Bunchicoff, proprietário da Blue Design, que confecciona jeans, fez um relato de sua experiência empresarial no Paraguai. Bunchicoff atua no país há 17 anos e foi uma das primeiras empresas a se inserir no Regime de Maquila. No ano passado, inaugurou uma nova fábrica da Blue Design nos arredores de Assunção – visitada pela missão brasileira em fevereiro –, que hoje emprega 600 pessoas e produz aproximadamente 85 mil calças por mês. A capacidade da planta, porém, é de produzir até 200 mil peças mensais, nível que deve ser alcançado dentro de um ano e meio, quando o quadro de colaboradores deve chegar a 1 mil trabalhadores. “Se fizemos esse investimento alto no ano passado, depois de 17 anos no Paraguai, é sinal de que acreditamos que podemos crescer ainda mais”, resumiu o empresário.
Além de Gustavo Leite, participaram do seminário desta quarta-feira diversos técnicos do Ministério de Indústria e Comércio do Paraguai. Estiveram presentes ainda o diretor brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek, o secretário estadual em exercício da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Horácio Monstechio, e o secretário de Administração da prefeitura de Curitiba, Fábio Scatolin. O evento teve também a participação de empresários e representantes de entidades empresariais paranaenses.

Fonte: http://www.comexblog.com.br/destaques/paraguai-quer-ser-parceiro-da-industria-brasileira-afirma-ministro

Petrobras deve elevar importação de gasolina em 2014.

As importações de gasolina pela Petrobras deverão quase dobrar em 2014, com a estatal correndo para atender ao crescimento do consumo interno de combustíveis, disse à Reuters uma fonte da indústria familiarizada com o assunto.
As importações de petróleo e derivados no país são feitas em sua maioria pela estatal, que tem tido seus resultados afetados nos últimos anos pela política de combate à inflação do governo, que implica na venda pela estatal no mercado interno de combustíveis a valores mais baixos do que os de compra no mercado externo.
Tais compras externas de derivados de petróleo também estão entre os principais fatores que afetam o desempenho da balança comercial brasileira.
Procurada, a Petrobras não respondeu imediatamente a questionamentos sobre o assunto.
O aumento das importações de gasolina ocorreria diante de previsões do órgão regulador do setor de crescimento na demanda por combustíveis em 2014 de 4 a 5 por cento.
Além disso, em 2014 é muito provável que a Petrobras não conte com o crescimento de quase 20 por cento na produção de etanol registrado da safra do ano passado, o que colaborou para a empresa reduzir em 63 por cento as importações de gasolina em 2013 ante 2012.
As primeiras avaliações do setor apontam uma produção do biocombustível estagnada na temporada 2014/15 por conta da severa seca que atingiu as principais regiões produtoras.
Quando o preço do biocombustível é competitivo frente ao da gasolina, motoristas de carros flex tendem a elevar o consumo de etanol.
No ano passado, além de um maior consumo de etanol hidratado pelos carros bicombustíveis, a Petrobras ainda se beneficiou do aumento da mistura de etanol anidro na gasolina, que subiu de 20 para 25 por cento.
A avaliação da fonte leva em conta, entre outras coisas, que os produtores de etanol sejam capazes de produzir volumes suficientes para atender a mistura de 25 por cento de etanol anidro na gasolina.
Importação de Diesel
A Petrobras, entretanto, deverá reduzir as importações de diesel para volumes entre 150 mil e 160 mil barris/dia, contra 174 mil barris/dia em 2013, segundo a fonte.
Isso principalmente pelo início da operação da Refinaria do Nordeste (Rnest), no último trimestre de 2014, que amenizará a necessidade de importação na média do ano.
“Serão dois meses cheios de refino da Rnest e isso vai influenciar bastante na média anual de importação”, afirmou a fonte, destacando ainda que o diesel é o combustível mais vendido pela Petrobras e com importante impacto nas contas da estatal.
As vendas de diesel responderam por cerca de 43 por cento do consumo total de combustíveis em 2013 no Brasil, segundo dados da ANP.
A primeira fase da Rnest, no Nordeste, tem previsão de início de operações em novembro de 2014, com capacidade de 115 mil barris de petróleo por dia (o chamado trem 1), segundo a Petrobras.
A refinaria em Pernambuco será a unidade da Petrobras com a maior taxa de conversão de petróleo em diesel: o equivalente a 70 por cento de sua produção.

Fonte: http://www.comexblog.com.br/clipping-comex/petrobras-deve-elevar-importacao-de-gasolina-em-2014

terça-feira, 22 de março de 2011

Indústria enfrenta alta de custos, mas tem dificuldade em repassar para preços

Concorrência com importados leva empresas a bancar o aumento dos gastos, segurando a inflação, mas diminuindo a competitividade

Fabricantes de eletrodomésticos, eletroportáteis, veículos e máquinas chegam ao fim do primeiro trimestre do ano numa encruzilhada. De um lado, enfrentam fortes aumentos de custos, que vão do reajuste de salários acima da inflação à alta dos preços das matérias-primas de até 20%. De outro, continuam pressionados pela concorrência dos importados.

O resultado desse jogo de forças é que as indústrias não conseguem repassar integralmente o aumento de custos para os preços ao consumidor. Isso põe um pouco de água na fervura da inflação. Mas também reduz a competitividade e a rentabilidade da indústria. "Desde 2008, antes da crise, não tínhamos tantos aumentos de custos simultaneamente", observa um empresário da indústria que não quer ser identificado. Um dos vilões são as resinas plásticas, usadas em eletrodomésticos e carros, cujos preços subiram 20% este mês.

Na lista de aumentos de custos também estão o aço e alumínio, com 10%; o cobre, que subiu 25% desde outubro de 2010; os pneus, que serão reajustados em 10% em abril; e as embalagens de papelão ondulado, com aumentos de preços entre 6% e 7% previstos para abril ou maio.

Os empresários perdem o sono com os reajustes porque não têm como driblá-los. Exceto os salários dos trabalhadores, os demais preços são formados no mercado externo. E, para complicar, há matérias-primas concentradas em poucos fabricantes.

"A maioria das 11,7 mil empresas do setor de plásticos são pequenas e médias e têm dificuldade para repassar os aumentos de custo da resina", diz o presidente da Abiplast, José Ricardo Roriz Coelho. Em contrapartida, o fornecedor da resina é um só.

Tremor. Rui Chammas, vice-presidente da Braskem, que comprou a Quattor e produz resinas plásticas, diz que elevou os preços, mas não confirma o porcentual. Segundo ele, a alta do petróleo pressionou a indústria química e de derivados. Mas pondera que, após o tremor no Japão, o cenário de preços é incerto.

O movimento de alta se repete no aço. "As siderúrgicas começaram a retirar os descontos na faixa de 10% por causa da entrada do aço importado", diz o ex-presidente do Inda, que reúne os distribuidores de aço, Christiano da Cunha Freire. A Usiminas, por exemplo, reajustou entre 5% a 10% os preços este mês.

Os fabricantes de veículos dizem que têm contratos de longo prazo com as siderúrgicas. Mas acabam tendo de aceitar indiretamente aumentos quando compram as autopeças, que adquirem aço dos distribuidores.

Rinaldo Siqueira Campos, presidente da associação que reúne importadores de produtos para veículos, diz que está difícil segurar a alta de preços dos pneus. O motivo é que, em seis meses, o preço da borracha dobrou.

Por causa da competição entre montadoras, a Anfavea informa que as pressões de custos não têm sido repassadas aos carros, cujos preços recuaram 1,2% em 12 meses entre 2010 e 2011.

"Está muito difícil repassar os aumentos de custos", diz Paulo Coli, vice-presidente da Latina, que produz lavadoras. No seu caso, o maior obstáculo é a formação de grandes conglomerados, após as recentes fusões no varejo de eletrodomésticos.

20/03/2011
Autor(es): Márcia De Chiara
Fonte: O Estado de S. Paulo