Nesta segunda-feira (6/12), o ministro das Finanças de Hong Kong, John Tsang, esteve no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em Brasília, para identificar oportunidades de investimentos no Brasil. Durante a reunião, foram feitas apresentações de técnicos do MDIC para a comitiva de representantes de Hong Kong. O objetivo foi fornecer informações sobre os setores em que existe maior potencial de aproximação entre as duas economias.
Participaram da reunião, representantes das Secretarias Executiva (SE), de Comércio Exterior (Secex), de Comércio e Serviços (SCS), de Desenvolvimento da Produção (SDP) e da Assessoria Internacional (Asint) do MDIC. Também estiveram presentes no encontro com os chineses, técnicos das entidades vinculadas ao ministério: do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Ficou acertado que as conversas irão continuar para que as oportunidades identificadas se concretizem.
Hong Kong é uma região administrativa chinesa dedicada ao comércio internacional. Seu território praticamente não dispõe de recursos naturais, sendo dependente da importação de matérias-primas, alimentos e combustíveis. Hong Kong é membro da Organização Mundial de Comércio (OMC), como um território aduaneiro, desde 1995.
Intercâmbio Comercial
O intercâmbio comercial entre Brasil e Hong Kong tem crescido ao longo dos últimos anos. Em 2009, mesmo com a crise econômica mundial, a corrente de comércio (soma das exportações e importações) atingiu US$ 2,4 bilhões, um aumento de 153% em relação a 2003.
De janeiro a outubro de 2010, as exportações brasileiras para Hong Kong totalizaram US$ 1,43 bilhão, representando diminuição de 5,04% em relação ao mesmo período de 2009. As importações, por sua vez, somaram US$ 595,7 milhões, aumento de 38,28% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Os principais produtos da pauta de exportações brasileiras para Hong Kong são pedaços e miudezas de frango congelados e carnes bovina e suína congeladas. Já os principais produtos que Brasil importa de Hong Kong são aparelhos de telefonia, equipamentos videofônicos de gravação e reprodução, aparelhos de ar condicionado, CDs, caixas para relógios, livros, brochuras e impressos semelhantes.
Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Social do MDIC
(61) 2027-7190 e 2027-7198
Mara Schuster
6/12/2010
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC
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terça-feira, 7 de dezembro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Brasil e Arábia Saudita avaliam oportunidades no comércio agropecuário
Brasil e Arábia Saudita poderão estreitar as relações comerciais no agronegócio com a visita do ministro da Agricultura do país árabe, Fahad Abduralhaman Bal Ghunaim, de hoje, 4 de outubro, a quarta-feira, 6 de outubro. Líder de uma delegação composta por representantes de governo e empresários do setor agropecuário, Ghunaim cumprirá agenda em São Paulo (SP), com foco na atração de investimentos e no intercâmbio comercial. O Encontro Empresarial Brasil - Arábia Saudita acontece no Hotel Tivoli São Paulo - Moffarrej, a partir das 9h30.
As oportunidades de investimento no Brasil e o potencial agrícola nacional serão apresentados ao ministro, uma vez que a intenção do governo saudita é estabelecer cooperação para garantir a segurança alimentar daquele país. Medidas que equacionem problemas decorrentes de crises de abastecimento são prioridades para os sauditas, já que as condições geográficas daquele país são de grandes áreas desérticas, sem capacidade para o desenvolvimento da agricultura. Nesse contexto, a dependência pela importação de alimentos despertou o interesse para a compra de arroz, milho, soja, grãos, açúcar e carnes brasileiros.
A programação organizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) começa hoje, às 9h30, com o encontro de Ghunaim, o ministro brasileiro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e o secretário de Relações Internacionais do Mapa, Célio Porto. Ainda pela manhã, Miguel Jorge faz palestra sobre as perspectivas para investimentos no Brasil. Em seguida, o diretor de Promoção Internacional do Mapa, Eduardo Sampaio Marques, apresenta as oportunidades oferecidas pela agricultura empresarial nacional.
Amanhã, o grupo visitará entidades dos setores sucroalcooleiro e de carnes e participará de encontros de negócios. O setor privado saudita estará representado por empresários que atuam na criação de gado e aves, produção de lácteos e de ração animal, fornecimento de insumos e equipamentos e transporte.
O secretário-executivo do Mapa, Gerardo Fontelles, recebe o ministro Ghunaim na quarta-feira, 6 de outubro, às 10h40, para tratar de cooperação e comércio bilateral. Atualmente, a Arábia Saudita ocupa a 12ª posição entre os importadores do agronegócio brasileiro. De janeiro a agosto de 2010, os embarques totalizaram US$ 1,18 bilhão, com destaque para a carne de frango (US$ 556 milhões), e açúcar (US$ 363,6 milhões).
Durante a visita do ministro da Agricultura ao Brasil, uma delegação do Mapa estará em Riad, capital da Arábia Saudita, para promover o agronegócio brasileiro em uma das maiores feiras de alimentos do Oriente Médio, a Saudi Agro-Food 2010. Até quinta-feira, 7 de outubro, 13 empresas farão parte do estande de 135 metros quadrados, montado pelo ministério. Os setores representados serão os de carnes, laticínios, ração animal, frutas e certificação halal (atestado de abate segundo os preceitos dos islamitas).
01/10/2010
Fonte: Portal do MAPA
As oportunidades de investimento no Brasil e o potencial agrícola nacional serão apresentados ao ministro, uma vez que a intenção do governo saudita é estabelecer cooperação para garantir a segurança alimentar daquele país. Medidas que equacionem problemas decorrentes de crises de abastecimento são prioridades para os sauditas, já que as condições geográficas daquele país são de grandes áreas desérticas, sem capacidade para o desenvolvimento da agricultura. Nesse contexto, a dependência pela importação de alimentos despertou o interesse para a compra de arroz, milho, soja, grãos, açúcar e carnes brasileiros.
A programação organizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) começa hoje, às 9h30, com o encontro de Ghunaim, o ministro brasileiro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e o secretário de Relações Internacionais do Mapa, Célio Porto. Ainda pela manhã, Miguel Jorge faz palestra sobre as perspectivas para investimentos no Brasil. Em seguida, o diretor de Promoção Internacional do Mapa, Eduardo Sampaio Marques, apresenta as oportunidades oferecidas pela agricultura empresarial nacional.
Amanhã, o grupo visitará entidades dos setores sucroalcooleiro e de carnes e participará de encontros de negócios. O setor privado saudita estará representado por empresários que atuam na criação de gado e aves, produção de lácteos e de ração animal, fornecimento de insumos e equipamentos e transporte.
O secretário-executivo do Mapa, Gerardo Fontelles, recebe o ministro Ghunaim na quarta-feira, 6 de outubro, às 10h40, para tratar de cooperação e comércio bilateral. Atualmente, a Arábia Saudita ocupa a 12ª posição entre os importadores do agronegócio brasileiro. De janeiro a agosto de 2010, os embarques totalizaram US$ 1,18 bilhão, com destaque para a carne de frango (US$ 556 milhões), e açúcar (US$ 363,6 milhões).
Durante a visita do ministro da Agricultura ao Brasil, uma delegação do Mapa estará em Riad, capital da Arábia Saudita, para promover o agronegócio brasileiro em uma das maiores feiras de alimentos do Oriente Médio, a Saudi Agro-Food 2010. Até quinta-feira, 7 de outubro, 13 empresas farão parte do estande de 135 metros quadrados, montado pelo ministério. Os setores representados serão os de carnes, laticínios, ração animal, frutas e certificação halal (atestado de abate segundo os preceitos dos islamitas).
01/10/2010
Fonte: Portal do MAPA
sábado, 25 de setembro de 2010
Brasil deve assinar em dezembro acordo com dez emergentes
O Brasil pretende assinar em dezembro o acordo comercial Sul-Sul com outros dez emergentes. O acordo envolverá os quatro países do Mercosul mais Coreia do Sul, Índia, Indonésia, Malásia, Egito, Marrocos e Cuba. Estabecerá uma preferência tarifária de 20% em grande parcela das exportações nesse grupo. Foram excluídos da liberalização boa parte dos produtos agrícolas. O Brasil excluiu têxteis, bens de capital, eletrônicos e automóveis.
O Brasil articula para assinar em dezembro com outros dez países emergentes um acordo comercial estabelecido em novas bases, pelo qual trocarão margem de preferência de 20% em boa parte das exportações entre eles, no que ficou conhecida como "Rodada Sul-Sul". A negociação está praticamente concluída e o governo brasileiro agora está convidando os outros participantes a assinar o acordo durante a cúpula do Mercosul, dias 16 e 17 de dezembro, em Foz do Iguaçu, num dos últimos atos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Participam o Mercosul como bloco - Brasil, Argentina Paraguai e Uruguai -, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, Malásia, Egito, Marrocos e Cuba, bem menor do que a lista inicial de participantes. "Foi criado um novo paradigma para negociação entre os países em desenvolvimento", afirma o embaixador brasileiro na Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo. "Em vez da negociação interminável baseada em oferta e demanda, foi fixada uma margem de preferência, que beneficiará os participantes não importa se a tarifa sobe ou desce."
Se a tarifa de importação de um produto na Índia é de 10% para os Estados Unidos, ela cairá a 8% para o Brasil, dando vantagem para o produto brasileiro. O acordo cobre 70% do comércio, com setores sensíveis ficando fora da liberalização nos outros 30% de exceção pedida por vários países para participar do pacote.
Os parceiros excluíram da liberalização boa parte dos produtos agrícolas, o que não é surpresa e apenas confirma a dificuldade para esse tipo de acordo diante do temor com a competitividade brasileira no setor. Por sua vez, o Brasil não dará a margem de preferência sobretudo para têxteis, bens de capital, eletrônico e automóveis, que interessam mais aos indianos e coreanos, por exemplo.
"Esse é um acordo que vai criar oportunidades novas de negócios, mais do que abrir o comércio de produtos atuais entre os participantes", diz o diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, ministro Carlos Marcio Cozendey. "O Brasil tem uma vasta gama de produtos industrializados que podem ser atraentes para mercados que até agora importam principalmente produtos de base."
O Itamaraty calcula que o acordo beneficiará entre um terço e metade das exportações brasileiras para os países participantes, quase todos com bom potencial de crescimento. A negociação foi lançada em São Paulo em 2004, na conferência da Agência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), sob a cobertura do Sistema Geral de Preferências Comerciais (SGPC), que define negociações entre países em desenvolvimento.
No princípio, cerca de 40 países começaram a participar das discussões. No ano passado eram 21 e agora devem assinar 11, mas que basicamente são grandes, com exceção de Cuba. A China ficou fora desde o começo, temida pelos concorrentes.
O Mercosul inicialmente quis corte de tarifas de 40%, depois teve de reduzir a ambição para 30% e afinal teve de aceitar margem de preferência de 20% para poder manter outros países no acordo, como a própria Índia.
No ano passado, o ministro de Comércio do Irã chegou a participar do anúncio da conclusão da primeira parte do acordo, ao lado do ministro Celso Amorim, em Genebra. Mas só quer assiná-lo depois de ser aceito na OMC, onde já vai ter de pagar com liberalização de seu mercado. A Argélia, que também negocia sua entrada na OMC, tomou o mesmo rumo. O México e o Chile, com muitos acordos bilaterais de comércio e tarifas baixas, resolveram ficar fora.
A Unctad estima que, apesar do número reduzido de participantes, o impacto em termos de comércio adicional será maior do que a negociação na Rodada Doha. É que a margem de preferência é sobre a tarifa aplicada e não sobre a consolidada, como ocorre na OMC.
Técnicos da agência admitem que uma parte será desvio de comércio, ou seja, os participantes vão comprar mais entre eles, com tarifa menor, em vez de importar de outros países que ficarão fora do acordo.
20/09/20010
Por : Assis Moreira, para o Jornal “Valor Econômico”.
Extraído de Blog Direito Aduaneiro e Comércio Exterior
O Brasil articula para assinar em dezembro com outros dez países emergentes um acordo comercial estabelecido em novas bases, pelo qual trocarão margem de preferência de 20% em boa parte das exportações entre eles, no que ficou conhecida como "Rodada Sul-Sul". A negociação está praticamente concluída e o governo brasileiro agora está convidando os outros participantes a assinar o acordo durante a cúpula do Mercosul, dias 16 e 17 de dezembro, em Foz do Iguaçu, num dos últimos atos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Participam o Mercosul como bloco - Brasil, Argentina Paraguai e Uruguai -, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, Malásia, Egito, Marrocos e Cuba, bem menor do que a lista inicial de participantes. "Foi criado um novo paradigma para negociação entre os países em desenvolvimento", afirma o embaixador brasileiro na Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo. "Em vez da negociação interminável baseada em oferta e demanda, foi fixada uma margem de preferência, que beneficiará os participantes não importa se a tarifa sobe ou desce."
Se a tarifa de importação de um produto na Índia é de 10% para os Estados Unidos, ela cairá a 8% para o Brasil, dando vantagem para o produto brasileiro. O acordo cobre 70% do comércio, com setores sensíveis ficando fora da liberalização nos outros 30% de exceção pedida por vários países para participar do pacote.
Os parceiros excluíram da liberalização boa parte dos produtos agrícolas, o que não é surpresa e apenas confirma a dificuldade para esse tipo de acordo diante do temor com a competitividade brasileira no setor. Por sua vez, o Brasil não dará a margem de preferência sobretudo para têxteis, bens de capital, eletrônico e automóveis, que interessam mais aos indianos e coreanos, por exemplo.
"Esse é um acordo que vai criar oportunidades novas de negócios, mais do que abrir o comércio de produtos atuais entre os participantes", diz o diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, ministro Carlos Marcio Cozendey. "O Brasil tem uma vasta gama de produtos industrializados que podem ser atraentes para mercados que até agora importam principalmente produtos de base."
O Itamaraty calcula que o acordo beneficiará entre um terço e metade das exportações brasileiras para os países participantes, quase todos com bom potencial de crescimento. A negociação foi lançada em São Paulo em 2004, na conferência da Agência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), sob a cobertura do Sistema Geral de Preferências Comerciais (SGPC), que define negociações entre países em desenvolvimento.
No princípio, cerca de 40 países começaram a participar das discussões. No ano passado eram 21 e agora devem assinar 11, mas que basicamente são grandes, com exceção de Cuba. A China ficou fora desde o começo, temida pelos concorrentes.
O Mercosul inicialmente quis corte de tarifas de 40%, depois teve de reduzir a ambição para 30% e afinal teve de aceitar margem de preferência de 20% para poder manter outros países no acordo, como a própria Índia.
No ano passado, o ministro de Comércio do Irã chegou a participar do anúncio da conclusão da primeira parte do acordo, ao lado do ministro Celso Amorim, em Genebra. Mas só quer assiná-lo depois de ser aceito na OMC, onde já vai ter de pagar com liberalização de seu mercado. A Argélia, que também negocia sua entrada na OMC, tomou o mesmo rumo. O México e o Chile, com muitos acordos bilaterais de comércio e tarifas baixas, resolveram ficar fora.
A Unctad estima que, apesar do número reduzido de participantes, o impacto em termos de comércio adicional será maior do que a negociação na Rodada Doha. É que a margem de preferência é sobre a tarifa aplicada e não sobre a consolidada, como ocorre na OMC.
Técnicos da agência admitem que uma parte será desvio de comércio, ou seja, os participantes vão comprar mais entre eles, com tarifa menor, em vez de importar de outros países que ficarão fora do acordo.
20/09/20010
Por : Assis Moreira, para o Jornal “Valor Econômico”.
Extraído de Blog Direito Aduaneiro e Comércio Exterior
terça-feira, 21 de setembro de 2010
CORÉIA DO SUL QUER ACORDO COMERCIAL COM MERCOSUL
Para o vice-ministro do Ministério da Economia do Conhecimento, Kyungsik Kim, um acordo comercial Brasil-Coréia do Sul deveria ser estudado com profundidade devido às vantagens que traria para os países envolvidos. A declaração foi feita durante a segunda reunião do Comitê de Comércio, Promoção de Investimentos e Cooperação Industrial Brasil-Coréia do Sul, realizada nesta quinta-feira (16/9), no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em Brasília.
O secretário de Comércio Exterior do MDIC, Welber Barral, também abordou o tema, dizendo que há interesse do Brasil na aproximação comercial entre os dois países, que terão papel ainda mais importante no comércio exterior mundial, nos próximos anos. Com uma população de 48,8 milhões de habitantes, a Coréia do Sul fechou 2009 com um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 833 bilhões, crescimento de 0,2% em relação ao ano anterior.
O resultado colocou o país como a 15ª economia mundial, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para 2010 e 2011, o órgão prevê aumento de 5,7% e 5%, respectivamente.
Durante a reunião, o vice-ministro coreano também destacou o interesse do país em participar da construção do trem de alta velocidade, a ser construído entre São Paulo e Rio de Janeiro, e das obras para a Copa do Mundo e as Olimpíadas. "Esperamos que a Coréia possa contribuir para esses eventos", ressaltou.
Já o secretário-executivo do MDIC e coordenador da delegação brasileira, Ivan Ramalho, destacou o interesse brasileiro em "equilibrar" o comércio entre os dois países, uma vez que o Brasil tem déficit na relação comercial com a Coréia do Sul. De janeiro a agosto deste ano, as exportações para o país foram de US$ 2,17 bilhões e as importações brasileiras provenientes da Coréia chegaram a US$ 5,61 bilhões.
Produtos
Na pauta das exportações brasileiras à Coreia do Sul, os produtos básicos revelam sua importância ao responderem por 57,5% do total exportado em janeiro-agosto de 2010. Os produtos industrializados, por sua vez, representaram 42,2% das vendas totais, distribuídos em semimanufaturados (29,1%) e manufaturados (13,1%). Os itens mais vendidos foram minérios de ferro, produtos semimanufaturados de ferro e aço, farelo e resíduos da extração de óleo de soja, soja e álcool etílico.
Em relação aos produtos importados, as aquisições de bens industrializados representaram a totalidade da pauta, distribuídos em manufaturados (99,6%) e semimanufaturados (0,4%). Os produtos coreanos mais importados, nesse período, foram automóveis de passageiros, partes de aparelhos transmissores ou receptores, circuitos integrados e micro conjuntos eletrônicos, óleos combustíveis e circuitos impressos e outras partes para aparelhos de telefonia.
Outros temas discutidos na reunião foram promoção de investimentos, agronegócio, facilitação de comércio, regras fitossanitárias, investimentos bilaterais, cooperação em tecnologia industrial e entre a Secretaria de Inovação do MDIC e o Korea Electronics Technology Institute (Keti), dentre outros temas da área de tecnologia.
Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Social do MDIC
(61) 2027-7190 e 2027-7198
Juliana Ribeiro
juliana.ribeiro@mdic.gov.br
20/09/2010
Fonte: MDCI
O secretário de Comércio Exterior do MDIC, Welber Barral, também abordou o tema, dizendo que há interesse do Brasil na aproximação comercial entre os dois países, que terão papel ainda mais importante no comércio exterior mundial, nos próximos anos. Com uma população de 48,8 milhões de habitantes, a Coréia do Sul fechou 2009 com um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 833 bilhões, crescimento de 0,2% em relação ao ano anterior.
O resultado colocou o país como a 15ª economia mundial, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para 2010 e 2011, o órgão prevê aumento de 5,7% e 5%, respectivamente.
Durante a reunião, o vice-ministro coreano também destacou o interesse do país em participar da construção do trem de alta velocidade, a ser construído entre São Paulo e Rio de Janeiro, e das obras para a Copa do Mundo e as Olimpíadas. "Esperamos que a Coréia possa contribuir para esses eventos", ressaltou.
Já o secretário-executivo do MDIC e coordenador da delegação brasileira, Ivan Ramalho, destacou o interesse brasileiro em "equilibrar" o comércio entre os dois países, uma vez que o Brasil tem déficit na relação comercial com a Coréia do Sul. De janeiro a agosto deste ano, as exportações para o país foram de US$ 2,17 bilhões e as importações brasileiras provenientes da Coréia chegaram a US$ 5,61 bilhões.
Produtos
Na pauta das exportações brasileiras à Coreia do Sul, os produtos básicos revelam sua importância ao responderem por 57,5% do total exportado em janeiro-agosto de 2010. Os produtos industrializados, por sua vez, representaram 42,2% das vendas totais, distribuídos em semimanufaturados (29,1%) e manufaturados (13,1%). Os itens mais vendidos foram minérios de ferro, produtos semimanufaturados de ferro e aço, farelo e resíduos da extração de óleo de soja, soja e álcool etílico.
Em relação aos produtos importados, as aquisições de bens industrializados representaram a totalidade da pauta, distribuídos em manufaturados (99,6%) e semimanufaturados (0,4%). Os produtos coreanos mais importados, nesse período, foram automóveis de passageiros, partes de aparelhos transmissores ou receptores, circuitos integrados e micro conjuntos eletrônicos, óleos combustíveis e circuitos impressos e outras partes para aparelhos de telefonia.
Outros temas discutidos na reunião foram promoção de investimentos, agronegócio, facilitação de comércio, regras fitossanitárias, investimentos bilaterais, cooperação em tecnologia industrial e entre a Secretaria de Inovação do MDIC e o Korea Electronics Technology Institute (Keti), dentre outros temas da área de tecnologia.
Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Social do MDIC
(61) 2027-7190 e 2027-7198
Juliana Ribeiro
juliana.ribeiro@mdic.gov.br
20/09/2010
Fonte: MDCI
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
TREZE EMPRESAS ITALIANAS PROSPECTAM NEGÓCIOS NO RIO GRANDE DO SUL
Missão é organizada pela Câmara de Comércio Italiana em parceria com Padova/Promex
A Câmara de Comércio Italiana Rio Grande do Sul - Brasil está iniciando os preparativos para mais uma missão internacional realizada em parceria com a Padova Promex e apoio da ESPM Global Jr. Nos dias 4 e 5 de outubro, estarão no Rio Grande do Sul, para encontros de negócios, 13 empresas da província de Padova, da região do Veneto, da Itália, em busca de parcerias (importação, exportação, transferência de know how).
O objetivo da ação é oportunizar às empresas italianas um maior conhecimento do mercado brasileiro, principalmente o paulista e o gaúcho, mediante contato direto com os players locais. A área AsCon, de Assessoria e Consultoria da CCIRS, nesta semana iniciou o processo de inscrições e análise dos perfis de empresas gaúchas, a partir de interesses como exportação, importação, acordo produtivo e troca de know how, por setor de atuação. A metodologia prevê visita dos empresários italianos às empresas.
CCIRS
A CCIRS atua no mercado gaúcho há 50 anos, fomentando negócios bilaterais entre o Estado e a Itália. Além de assessorar empresas gaúchas e italianas em seus processos de internacionalização, também organiza missões internacionais para a Itália e faz o receptivo de investidores estrangeiros no Rio Grande do Sul.
Padova Promex
A Padova Promex é uma agência especial de promoção da Câmara de Comércio da província de Pádua, focada na promoção de negócios internacionais. Dedica-se a conectar as potencialidades e os recursos produtivos regionais, rendendo-os mais competitivos e mais fortes para os mercados do mundo. A agência fornece serviços e soluções para os empresários, artesãos, profissionais liberais, pequenas e médias empresas que pretendem expandir-se no mercado internacional.
17/09/2010
ASCOM CCIRS
A Câmara de Comércio Italiana Rio Grande do Sul - Brasil está iniciando os preparativos para mais uma missão internacional realizada em parceria com a Padova Promex e apoio da ESPM Global Jr. Nos dias 4 e 5 de outubro, estarão no Rio Grande do Sul, para encontros de negócios, 13 empresas da província de Padova, da região do Veneto, da Itália, em busca de parcerias (importação, exportação, transferência de know how).
O objetivo da ação é oportunizar às empresas italianas um maior conhecimento do mercado brasileiro, principalmente o paulista e o gaúcho, mediante contato direto com os players locais. A área AsCon, de Assessoria e Consultoria da CCIRS, nesta semana iniciou o processo de inscrições e análise dos perfis de empresas gaúchas, a partir de interesses como exportação, importação, acordo produtivo e troca de know how, por setor de atuação. A metodologia prevê visita dos empresários italianos às empresas.
CCIRS
A CCIRS atua no mercado gaúcho há 50 anos, fomentando negócios bilaterais entre o Estado e a Itália. Além de assessorar empresas gaúchas e italianas em seus processos de internacionalização, também organiza missões internacionais para a Itália e faz o receptivo de investidores estrangeiros no Rio Grande do Sul.
Padova Promex
A Padova Promex é uma agência especial de promoção da Câmara de Comércio da província de Pádua, focada na promoção de negócios internacionais. Dedica-se a conectar as potencialidades e os recursos produtivos regionais, rendendo-os mais competitivos e mais fortes para os mercados do mundo. A agência fornece serviços e soluções para os empresários, artesãos, profissionais liberais, pequenas e médias empresas que pretendem expandir-se no mercado internacional.
17/09/2010
ASCOM CCIRS
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
PAÍSES CRIAM UMA BARREIRA POR DIA
Uma nova barreira comercial foi criada por dia no mundo desde que o G-20 prometeu que não recorreria ao protecionismo para lidar com a crise econômica, dois meses depois da quebra do Lehman Brothers, em 2008. Esse é, por enquanto, o legado da crise econômica internacional no comércio. Especialistas alertam que poderá levar anos para que essas barreiras sejam desmanteladas.
A proliferação de medidas ocorre à medida que setores continuam a patinar, acumulam dívidas e pressionam governos a tomar medidas para se proteger. De olho em votos e em manter as contas nacionais em dia, alguns governos vêm sucumbindo à pressão.
A análise é da organização Global Trade Alert, formada por alguns dos principais economistas da Europa e dos EUA e financiada pelo Banco Mundial. Segundo os especialistas, as medidas protecionistas estabelecidas por governos em meio à crise econômica já afetaram um fluxo de bens equivalente a US$ 1,6 trilhão no mercado internacional e as barreiras criadas em menos de dois anos já atingiram 10% do comércio mundial.
A avaliação obtida pelo Estado seria, segundo o grupo de especialistas, a principal prova que o G-20 não cumpriu sua promessa, feita de forma solene pelos presidentes, de que evitaria medidas protecionistas.
650 medidas
Desde novembro de 2008, quando a cúpula do grupo se reuniu pela primeira vez e declarou que não recorreria a barreiras comerciais, cerca de 650 novas medidas protecionistas foram adotadas em todo o mundo para frear importações ou incentivar a produção local para garantir maior competitividade contra bens importados.
Os dados contradizem a avaliação da Organização Mundial do Comércio (OMC), que monitorou o surgimento de novas medidas. Críticos alertam que, por ser formada pelos mesmos estados que aplicam as barreiras, a organização evitou entrar em choque com os governos.
Em um relatório publicado em junho, a organização afirmou que os governos não aderiram às medidas protecionistas como resposta à crise. Segundo a OMC, as medidas protecionistas, quando existiram, afetaram apenas uma fração do comércio mundial e estão em queda. Em outubro de 2008 e outubro de 2009, apenas 1% das importações mundiais haviam sido atingidas pelas barreiras. Neste ano, o volume seria de apenas 0,4%.
Mas dados obtidos pelo Estado mostram que o impacto das medidas é maior que se imaginava. Segundo o levantamento, 22 medidas atingiram um comércio de US$ 10 bilhões cada, incluindo os pacotes de estímulo nos EUA privilegiando a compra de produtos nacionais – o programa “Buy American”.
Europa e Brasil
Segundo o levantamento, o maior número de medidas protecionistas foi adotado pela União Europeia. Entre as medidas está a distribuição de novos subsídios aos produtores de açúcar, o que provocou a irritação do Brasil diante da perspectiva de prejuízos para os exportadores nacionais.
Outros países que adotaram as medidas em grande número são Rússia, Argentina e Nigéria.
A discrepância entre os números da OMC e do grupo de especialistas é explicada pela decisão da organização multilateral de não avaliar o impacto dos incentivos internos criados pelos países e de lidar apenas com barreiras nas fronteiras.
“A contribuição da OMC está sendo superestimada. As medidas adotadas driblaram as regras da entidade”, afirmou Simon Evenett, coordenador do grupo e professor da Universidade de St. Gallen na Suíça. “Os custos das promessas não cumpridas do G-20 aumentam a cada trimestre.”
Crise de 29
Olivier Cadot, professor da Universidade de Lausanne, alerta que o comércio mundial apresentou a mesma taxa de contração que foi identificada em 1929, após a quebra da Bolsa de Nova York. Segundo ele, o comércio mundial sofreu uma queda acima de 10% no terceiro trimestre de 1929, seguido por uma queda de 7% no fim daquele ano. “O que ocorreu em 2009 foi muito similar. É algo para se preocupar”, disse Cadot.
O que preocupa os especialistas é que o discurso protecionista não desapareceu e novas legislações estão sendo aplicadas. O país mais atingido é a China. Nesta semana mais uma polêmica foi aberta, desta vez com os Estados Unidos.
De olho nas eleições legislativas, a Casa Branca anunciou que vai desenvolver 14 medidas para lidar com a importação de bens que receberiam incentivos ilegais em seus países de origem, principalmente China e Vietnã.
A proposta é parte do esforço dos EUA de dobrar as exportações nos próximos cinco anos para gerar empregos. A meta havia sido estabelecida no discurso anual de Barack Obama no Congresso, em janeiro. A China reagiu imediatamente à medida e alertou que poderia ter “implicações muito graves” para o comércio internacional.
09/09/2010
O Estado de São Paulo
A proliferação de medidas ocorre à medida que setores continuam a patinar, acumulam dívidas e pressionam governos a tomar medidas para se proteger. De olho em votos e em manter as contas nacionais em dia, alguns governos vêm sucumbindo à pressão.
A análise é da organização Global Trade Alert, formada por alguns dos principais economistas da Europa e dos EUA e financiada pelo Banco Mundial. Segundo os especialistas, as medidas protecionistas estabelecidas por governos em meio à crise econômica já afetaram um fluxo de bens equivalente a US$ 1,6 trilhão no mercado internacional e as barreiras criadas em menos de dois anos já atingiram 10% do comércio mundial.
A avaliação obtida pelo Estado seria, segundo o grupo de especialistas, a principal prova que o G-20 não cumpriu sua promessa, feita de forma solene pelos presidentes, de que evitaria medidas protecionistas.
650 medidas
Desde novembro de 2008, quando a cúpula do grupo se reuniu pela primeira vez e declarou que não recorreria a barreiras comerciais, cerca de 650 novas medidas protecionistas foram adotadas em todo o mundo para frear importações ou incentivar a produção local para garantir maior competitividade contra bens importados.
Os dados contradizem a avaliação da Organização Mundial do Comércio (OMC), que monitorou o surgimento de novas medidas. Críticos alertam que, por ser formada pelos mesmos estados que aplicam as barreiras, a organização evitou entrar em choque com os governos.
Em um relatório publicado em junho, a organização afirmou que os governos não aderiram às medidas protecionistas como resposta à crise. Segundo a OMC, as medidas protecionistas, quando existiram, afetaram apenas uma fração do comércio mundial e estão em queda. Em outubro de 2008 e outubro de 2009, apenas 1% das importações mundiais haviam sido atingidas pelas barreiras. Neste ano, o volume seria de apenas 0,4%.
Mas dados obtidos pelo Estado mostram que o impacto das medidas é maior que se imaginava. Segundo o levantamento, 22 medidas atingiram um comércio de US$ 10 bilhões cada, incluindo os pacotes de estímulo nos EUA privilegiando a compra de produtos nacionais – o programa “Buy American”.
Europa e Brasil
Segundo o levantamento, o maior número de medidas protecionistas foi adotado pela União Europeia. Entre as medidas está a distribuição de novos subsídios aos produtores de açúcar, o que provocou a irritação do Brasil diante da perspectiva de prejuízos para os exportadores nacionais.
Outros países que adotaram as medidas em grande número são Rússia, Argentina e Nigéria.
A discrepância entre os números da OMC e do grupo de especialistas é explicada pela decisão da organização multilateral de não avaliar o impacto dos incentivos internos criados pelos países e de lidar apenas com barreiras nas fronteiras.
“A contribuição da OMC está sendo superestimada. As medidas adotadas driblaram as regras da entidade”, afirmou Simon Evenett, coordenador do grupo e professor da Universidade de St. Gallen na Suíça. “Os custos das promessas não cumpridas do G-20 aumentam a cada trimestre.”
Crise de 29
Olivier Cadot, professor da Universidade de Lausanne, alerta que o comércio mundial apresentou a mesma taxa de contração que foi identificada em 1929, após a quebra da Bolsa de Nova York. Segundo ele, o comércio mundial sofreu uma queda acima de 10% no terceiro trimestre de 1929, seguido por uma queda de 7% no fim daquele ano. “O que ocorreu em 2009 foi muito similar. É algo para se preocupar”, disse Cadot.
O que preocupa os especialistas é que o discurso protecionista não desapareceu e novas legislações estão sendo aplicadas. O país mais atingido é a China. Nesta semana mais uma polêmica foi aberta, desta vez com os Estados Unidos.
De olho nas eleições legislativas, a Casa Branca anunciou que vai desenvolver 14 medidas para lidar com a importação de bens que receberiam incentivos ilegais em seus países de origem, principalmente China e Vietnã.
A proposta é parte do esforço dos EUA de dobrar as exportações nos próximos cinco anos para gerar empregos. A meta havia sido estabelecida no discurso anual de Barack Obama no Congresso, em janeiro. A China reagiu imediatamente à medida e alertou que poderia ter “implicações muito graves” para o comércio internacional.
09/09/2010
O Estado de São Paulo
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Acordo Mercosul-União Européia é tema de painel no Encomex
A orientação do governo brasileiro aos negociadores é “avançar o quanto for possível” até o final deste ano, na direção de um acordo de livre comércio entre Mercosul e União Européia
As negociações, que tiveram início em 1999, estavam paralisadas desde 2004 e foram retomadas oficialmente em maio deste ano. Segundo Evandro Didonet, atualmente os negociadores brasileiros se concentram no estabelecimento de um quadro normativo com definições sobre normas de origem, barreiras técnicas e fitossanitárias, mecanismos de solução de controvérsias, entre outros temas.
Segundo Didonet, os setores automotivo e agrícola são estratégicos para as duas partes. O Mercosul quer definições sobre como serão tratados os subsídios agrícolas europeus e a União Européia se preocupa com a abertura industrial. “É importante decidirmos questões do marco normativo para, depois, em Bruxelas, apresentarmos ofertas melhoradas de abertura comercial”, destacou o embaixador, citando a 18ª reunião do Comitê de Negociações Birregionais Mercosul-UE, marcada para o próximo mês, em Bruxelas, na Bélgica.
Além disso, em meados de setembro, o comissário de Comércio da União Européia (UE), Karel de Gucht, virá ao Brasil para tratar do acordo de livre comércio com o Mercosul. O comissário deve se reunir com os ministros Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e Celso Amorim, das Relações Exteriores (MRE).
“Não será um processo fácil, mas se conseguirmos chegar a um resultado, terá impacto para o fortalecimento do Mercosul. Por isso, a orientação do governo brasileiro é de que haja forte engajamento nas negociações”, concluiu Didonet no encerramento de sua palestra.
A gerente executiva da Unidade de Negociações da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Soraya Rosar, que também participou do painel de abertura do segundo dia do Encomex Mercosul, disse que a retomada das negociações foi vista com cautela por alguns setores do empresariado brasileiro, mas que a orientação de reiniciar as conversas pelo marco normativo é uma boa decisão. “Pode levar mais tempo, mas dará segurança aos empresários, por isso a estratégia do governo brasileiro conta com total apoio do setor privado”, acrescentou.
03/09/2010
Fonte: MDIC
As negociações, que tiveram início em 1999, estavam paralisadas desde 2004 e foram retomadas oficialmente em maio deste ano. Segundo Evandro Didonet, atualmente os negociadores brasileiros se concentram no estabelecimento de um quadro normativo com definições sobre normas de origem, barreiras técnicas e fitossanitárias, mecanismos de solução de controvérsias, entre outros temas.
Segundo Didonet, os setores automotivo e agrícola são estratégicos para as duas partes. O Mercosul quer definições sobre como serão tratados os subsídios agrícolas europeus e a União Européia se preocupa com a abertura industrial. “É importante decidirmos questões do marco normativo para, depois, em Bruxelas, apresentarmos ofertas melhoradas de abertura comercial”, destacou o embaixador, citando a 18ª reunião do Comitê de Negociações Birregionais Mercosul-UE, marcada para o próximo mês, em Bruxelas, na Bélgica.
Além disso, em meados de setembro, o comissário de Comércio da União Européia (UE), Karel de Gucht, virá ao Brasil para tratar do acordo de livre comércio com o Mercosul. O comissário deve se reunir com os ministros Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e Celso Amorim, das Relações Exteriores (MRE).
“Não será um processo fácil, mas se conseguirmos chegar a um resultado, terá impacto para o fortalecimento do Mercosul. Por isso, a orientação do governo brasileiro é de que haja forte engajamento nas negociações”, concluiu Didonet no encerramento de sua palestra.
A gerente executiva da Unidade de Negociações da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Soraya Rosar, que também participou do painel de abertura do segundo dia do Encomex Mercosul, disse que a retomada das negociações foi vista com cautela por alguns setores do empresariado brasileiro, mas que a orientação de reiniciar as conversas pelo marco normativo é uma boa decisão. “Pode levar mais tempo, mas dará segurança aos empresários, por isso a estratégia do governo brasileiro conta com total apoio do setor privado”, acrescentou.
03/09/2010
Fonte: MDIC
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Reino Unido quer aumentar parceria com Brasil
Negligenciado no passado, o Brasil agora é considerado um parceiro-chave pelo novo governo do Reino Unido. Para aumentar as transações entre os dois países, o ministro de Negócios britânico, Vince Cable, chega ao País esta semana para uma visita de quatro dias. “Há forte ênfase do governo em desenvolver uma relação próxima com os países emergentes, e o Brasil é um parceiro importante”, disse em entrevista à Agência Estado.
O ministro reconhece que o Reino Unido deu pouca atenção ao País nos últimos anos, tanto que o comércio entre as duas nações é restrito. “O Brasil é um dos poucos países do mundo que conseguiram crescimento com estabilidade e melhora da justiça social”, avalia. Para ele, os dois principais candidatos à Presidência devem manter esse modelo se eleitos. Por isso, não se espera mudança no ambiente de negócios.
O Reino Unido saiu há pouco de uma recessão profunda e busca formas de estimular o crescimento econômico. O aumento dos negócios com países emergentes é um dos focos, tanto que o primeiro-ministro David Cameron já visitou a Índia e a Turquia. Os setores de tecnologia, defesa e energia são os que despertam mais interesse no Brasil. Diversas companhias britânicas já estão presentes na área de petróleo e gás, como BG, BP e Shell.
30/10/2010
Fonte: A Tarde
Extraído de Boletim Comexleis
O ministro reconhece que o Reino Unido deu pouca atenção ao País nos últimos anos, tanto que o comércio entre as duas nações é restrito. “O Brasil é um dos poucos países do mundo que conseguiram crescimento com estabilidade e melhora da justiça social”, avalia. Para ele, os dois principais candidatos à Presidência devem manter esse modelo se eleitos. Por isso, não se espera mudança no ambiente de negócios.
O Reino Unido saiu há pouco de uma recessão profunda e busca formas de estimular o crescimento econômico. O aumento dos negócios com países emergentes é um dos focos, tanto que o primeiro-ministro David Cameron já visitou a Índia e a Turquia. Os setores de tecnologia, defesa e energia são os que despertam mais interesse no Brasil. Diversas companhias britânicas já estão presentes na área de petróleo e gás, como BG, BP e Shell.
30/10/2010
Fonte: A Tarde
Extraído de Boletim Comexleis
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Bid e Apex-Brasil firmam convênio na área da indústria química
O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) firmam hoje (20), às 15h30, convênio que institui o Programa Estratégia Regional de Manejo e o Comércio de Produtos Químicos.
O objetivo é desenvolver uma estratégia comum entre o Brasil, a Argentina, o Uruguai, Paraguai e Chile para o comércio de produtos químicos, com foco no aumento das exportações. A expectativa é adequar os produtos químicos às normas dos mercados internacionais.
20/08/2010
Fonte: Agência Brasil
O objetivo é desenvolver uma estratégia comum entre o Brasil, a Argentina, o Uruguai, Paraguai e Chile para o comércio de produtos químicos, com foco no aumento das exportações. A expectativa é adequar os produtos químicos às normas dos mercados internacionais.
20/08/2010
Fonte: Agência Brasil
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