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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Argentina volta a barrar geladeiras

Os exportadores brasileiros de geladeiras, fogões e máquinas de lavar roupa voltaram a enfrentar barreiras no mercado argentino. Conforme o "Estado" apurou, 35 caminhões da Electrolux estão parados nos depósitos alfandegários da Argentina à espera de autorização para circular no país.

Outras empresas do setor também foram afetadas, mas a Electrolux é a mais atingida. Alguns dos caminhões da empresa já estão parados há mais de um mês. Procurada, a Electrolux não deu entrevista. A empresa estuda instalar uma fábrica na Argentina para fugir das barreiras.

No mês passado, a Electrolux praticamente não vendeu refrigeradores no mercado argentino. Por causa disso, sua equipe de 150 funcionários, entre administrativo e vendas, está ociosa.

Os caminhões dos fabricantes de linha branca estão sendo mantidos em zonas alfandegárias dentro da Argentina. O produto passa pela fronteira, mas só é despachado pelos fiscais da receita federal argentina nessas áreas especiais espalhadas pelo país. O problema é que não são emitidos os documentos necessários para que o produto circule no território argentino.

Dessa maneira, o governo da presidente Cristina Kirchner evita as embaraçosas filas de caminhões paradas na divisa com o Brasil. E também cumpre a promessa feita ao Brasil de liberar as licenças não automáticas de importação no prazo máximo de 60 dias previsto na Organização Mundial de Comércio (OMC).

Em fevereiro, o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, esteve em Buenos Aires e voltou com a promessa de que os produtos brasileiros não sofreriam com barreiras no mercado argentino.

Insatisfeito com o fato de a Argentina estar descumprindo o acordo, Pimentel enviou uma carta à ministra da Indústria, Débora Giorgi, que até ontem não havia respondido. Na terça-feira, o Brasil adotou as licenças não automáticas para a importação de automóveis.

O setor de linha branca sofre com barreiras no mercado argentino desde julho de 2004, quando o então presidente Nestor Kirchner declarou a "guerra das geladeiras", impondo uma série de restrições à entrada do produto brasileiro. Desde então, o setor está sujeito a licenças não automáticas e acordos "voluntários" de restrição de exportações para a Argentina.

Escalada. No entanto, esse não é o único segmento afetado pelas medidas protecionistas argentinas. Nas últimas semanas, houve uma escalada do conflito comercial entre os dois países.

Os fabricantes de chocolates, balas e confeitos reclamam que seus produtos também estão estocados nos armazéns dos importadores argentinos, porque não têm autorização para circular. Cerca de 15 empresas brasileiras estão com mais de US$ 5,2 bilhões em produtos parados.

No setor de máquinas agrícolas, a situação é tão grave que já provoca demissões nas fábricas instaladas no Rio Grande do Sul. Os calçadistas também voltaram a reclamar que as licenças não automáticas de importação vêm demorando mais de 60 dias.

13/05/2011
Autor(es): Raquel Landim
Fonte: O Estado de S. Paulo

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Ministra fala em proteger a indústria, mas importador teme desabastecimento

A ministra da Indústria da Argentina, Débora Giorgi, justificou, ontem, a ampliação das licenças não-automáticas, que afetarão duzentos produtos importados, dizendo que o Brasil também costuma adotar a medida. “As autoridades brasileiras foram informadas sobre a medida, que é uma ferramenta que eles utilizam habitualmente”, disse Giorgi, em comunicado à imprensa.
Assessores da ministra disseram ao Valor que ela teria antecipado a decisão às autoridades brasileiras durante visita da presidente Dilma Rousseff à Buenos Aires, em 31 de janeiro. “Nós combinamos continuar trabalhando para articular cadeias de valor que nos permitam equilibrar a balança comercial”, afirmou Giorgi. Ela disse que seu objetivo é “proteger o mercado nacional da concorrência desleal”. Em 2010, enquanto as exportações argentinas cresceram 23% frente a 2009 as importações saltaram 46% em relação ao mesmo período.

No total, a partir desta lista, seiscentos produtos serão afetados pelas licenças não automática para entrar na Argentina. Pelas regras da Organização Mundial de Comércio (OMC), o governo tem 60 dias para conceder a autorização.

As novas barreiras burocráticas entram em vigor em dezenove dias e, segundo assessores do governo brasileiro, podem afetar as exportações do Brasil para o mercado vizinho. “Nossa expectativa é que o governo argentino adote o “fast-track” para os produtos do Brasil”, disseram. No ministério argentino, contudo, a exceção esperada pelo Brasil foi considerada como “difícil”. “O Brasil faz o mesmo para proteger sua industria”, insistiram assessores da ministra. “Mas faremos o que sempre foi feito. Agilizar e respeitar prazos”.

A medida surpreendeu setores importadores da Argentina. “Essa não é uma boa notícia. O consumo interno continua em alta, mas a produção nacional não é suficiente para atender esta demanda em eletrônicos, por exemplo”, disse um empresário e importador de uma rede de departamentos que pediu anonimato temendo represálias do governo. O presidente da Câmara de Importadores, Diego Pérez Santiesteban, disse que “não existe invasão” de produtos para justificar a medida oficial.

O anúncio das novas licenças levou o economista Dante Sica, da consultoria Abeceb, a afirmar que haverá “tensão de preços”, quando a inflação continua sendo uma das principais preocupações no país. Mas as licenças foram elogiadas pelos fabricantes de Terra do Fogo, na Patagônia, onde o governo da presidente Cristina Kirchner quer estimular a produção nacional de eletrônicos. Ao mesmo tempo, o presidente da Fundação Pro-Tejer, Pedro Bergaglio, disse que a medida “é uma resposta às praticas comerciais desleais do último ano”. A importação de alguns tecidos, diz ele, “triplicou” desde 2008.

A indústria metalúrgica, reunida na Associação Argentina de Fabricantes de Maquinas, Ferramentas e Acessórios (Adimra), também respaldou a iniciativa. “Existe, hoje, uma grande pressão das importações que colocam em risco o atual processo de recuperação da produção, do investimento e do emprego do setor metalúrgico”, disse, segundo o jornal “El Cronista”.

17/02/2011
Fonte: Valor Econômico

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Colômbia negocia sua adesão ao Mercosul

Diplomata diz que convite foi feito pelo Brasil em conversa informal


Interes se partiu de Bogotá no dia da posse da presidente Dilma Rousseff, acompanhada pelo líder colombiano.
Os governos do Brasil e da Colômbia iniciaram conversas para que Bogotá ingresse no Mercosul. O objetivo de atrair mais um parceiro é fortalecer o bloco econômico.

Diplomatas brasileiros admitem que, no futuro, outros países da América do Sul deverão ser convidados a aderir como integrantes permanentes.

Os próximos alvos podem ser Chile, Peru e Bolívia.

O diplomata colombiano Sérgio Díaz disse que a Colômbia foi convidada pelo governo brasileiro a ingressar no grupo em uma conversa informal.

Segundo ele, o país aguarda o pedido ser formalizado pelos par ceiros.

Atualmente, o Paraguai ocupa a presidência do bloco, por isso deve partir deste país o convite formal.

"A Colômbia conhece o interesse do Brasil de que o nosso país ingresse no Mercosul. Recebemos [o convite] com muita honra.

Esperamos que o processo se oficialize pelo Mercosul", disse Díaz.

Díaz afirmou ainda que a Colômbia precisa fazer consultas políticas e econômicas internas antes de decidir aderir ao Mercosul.

A entrada no bloco econômico vai obrigar o país a adotar as mesmas tarifas aduaneiras e regras de comércio do grupo.

O ingresso da Colômbia poderá ser nos mesmos moldes propostos para a Venezuela, que irá aderir aos poucos às regras do tratado.

Um possível empecilho é o de que os venezuelanos teriam que aprovar a entrada do país vizinho.

Embora as relações entre os países tenham melhorado desde a saída de Álvaro Uribe do poder na Colômbia, ainda não estão normalizadas.

Diplomatas disseram à Folha que a conversa ocorreu no dia da posse da presidente Dilma Rousseff, em 1º de janeiro, na qual estava presente o mandatário colombiano, Juan Manuel Santos.

Um diplomata disse que foi o governo da Colômbia que manifestou interesse de ingressar no bloco, o que foi recebido positivamente pelo novo governo brasileiro.

Como não houve um convite oficial, o Itamaraty não confirma a informação.

Segundo a Folha apurou, a avaliação do Itamaraty é a de que o Mercosul tem potencial para ser um bloco econômico de toda a América do Sul.

Com essa classificação, não seria um concorrente da Unasul, que faz o papel de união política da região.

O Mercosul, porém, frequentemente é criticado como um tratado sem força no cenário internacional.

No Brasil, os críticos dizem que a união aduaneira é um entrave para as negociações comerciais com outros países.

O secretário de Assuntos Econômicos do Ministério da Fazenda, Carlos Márcio Cozendey, disse que a adesão de novos países fortalece o bloco e o comércio da região.

"É uma boa notícia se você cria um clube em que todos querem entrar", disse Cozendey, que não está envolvido na conversa com Bogotá.

(aspas)

20/01/2011
Por : Juliana Rocha, de Brasília, para o Jornal “Folha de S. Paulo”.
Extraído de Blog DIREITO ADUANEIRO E COMÉRCIO EXTERIOR

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Argentina ameaça Brasil com novas barreiras

SÃO PAULO E BUENOS AIRES - Às vésperas da reunião de Cúpula do Mercosul, que acontece hoje em Foz do Iguaçu, a Argentina ameaça o Brasil com medidas protecionistas. O país iniciou uma investigação de dumping contra as toalhas brasileiras. Os fabricantes locais acusam as empresas do Brasil de vender abaixo do preço de custo para liquidar os concorrentes.

O assunto azedou o clima dos encontros preparatórios da reunião e foi tratado ontem em Foz do Iguaçu entre o secretário de Comércio Exterior do Brasil, Welber Barral, e o secretário de Comércio Exterior da Argentina, Eduardo Bianchi. "O governo busca um compromisso dos dois lados que evite a aplicação da sobretaxa", disse Barral.

O conflito entre os dois países no setor têxtil não está restrito apenas a toalhas. Há menos de 10 dias, os empresários brasileiros aceitaram uma cota para a exportação de lençóis. Em 2011, o Brasil só poderá embarcar 2.100 toneladas do produto para o vizinho, uma redução de 18% em relação aos 2.557 toneladas vendidas de janeiro a novembro deste ano. O volume é menor que as 2.284 toneladas embarcadas em 2009. A medida afeta as vendas da Teka e da Coteminas.

A abertura da investigação de dumping contra as toalhas brasileiras, solicitada pelo ministério da Indústria - comandado por Debora Giorgi, autora de diversas medidas protecionistas contra produtos brasileiros - foi publicada na quarta-feira no Diário Oficial da União da Argentina. Os relatórios elaborados pela Comissão Nacional de Comércio Exterior e pela Subsecretaria de Política e Gestão Comercial da Argentina indicam uma margem de dumping de 70,9%.

17/12/2010
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Brasil muda posição e mantém benefício à indústria argentina

Depois de ameaçar retaliar a Argentina contra medidas de defesa comercial, o Brasil mudou o discurso e manteve conduta que irá beneficiar a indústria do país vizinho.

Ontem, em reunião em Brasília, o governo anunciou que vai manter o plano de voltar a aumentar o Imposto de Importação de autopeças de fora do Mercosul.

Na prática, a medida beneficia a indústria argentina, que venderá mais para o Brasil sem pagar imposto.

Hoje, mais de 30% da exportação argentina para o Brasil é referente a automóveis e autopeças.

Em junho, o Brasil adotou o chamado redutor, que cortava em 40% o Imposto de Importação de autopeças de fora do Mercosul. O redutor caiu para 20% em setembro e em maio voltará a ser cobrada a alíquota cheia. Os produtos comercializados entre o Brasil e os demais países do bloco têm Imposto de Importação zero.

“Nesse momento, a relação é excelente. Podemos atingir nível recorde de comércio com o país”, afirmou o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, ao lado do colega argentino Eduardo Bianchi.

O ministério projeta para 2010 um fluxo de comércio superior a US$ 30 bilhões. De janeiro a novembro, foram US$ 29,55 bilhões, um crescimento de 41,6% em relação ao mesmo período de 2009.

Barral considera até a hipótese de a Argentina ultrapassar os Estados Unidos como segundo maior parceiro comercial do Brasil, ainda em 2011, ficando atrás apenas da China.

Mas todo o clima de amizade demonstrado pelos dois representantes de comércio exterior passou longe da troca de farpas ocorrida no mês passado, depois que a Argentina tomou uma medida antidumping contra a Tupy, uma fabricante brasileira de autopeças.

Na época, o governo brasileiro ameaçou retaliar o vizinho com outras formas de defesa comercial.

Ontem, Barral minimizou animosidades, mas admitiu que foram discutidas as reclamações de setores dos dois países, que se sentem prejudicados no comércio com o vizinho. O Brasil teve quatro casos (automóveis, têxtil, móveis e alimentos) e a Argentina, três.

05/12/2010
Fonte: Folha de S. Paulo

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

BRASIL E ARGENTINA DISCUTEM PROBLEMA DAS ADUANAS

A segunda reunião do Foro de Integração da fronteira Paso de los Libres-Uruguaiana se realizará nesta quinta-feira na sede do Centro de Despachantes de Aduana em Paso de los Libres, na cidade vizinha pela manhã.

O Foro de Integração foi formado em encontro realizado no dia 19 de novembro na sede do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Estado do Rio Grande do Sul (SDAERGS), com representantes do mesmo, juntamente à Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI), EADI Sul, Centro de Despachantes de Aduana de Paso de los Libres e Associação de Transportadores Librenhos. O objetivo do grupo é elaborar um plano de ações concretas para eliminar tempos de espera na operação de ambas as aduanas, a fim de agilizar o fluxo de caminhões na fronteira.

Na ocasião, os membros decidiram que seria necessário elaborar uma minuta descritiva com as deficiências e potencialidades das aduanas argentina e brasileira. As autoridades brasileiras irão analisar a aduana argentina e a argentina a aduana brasileira. De acordo com o Centro de Despachantes de Paso de los Libres, esta é a primeira reunião binacional realizada pela iniciativa privada para intervir nas operações de aduana de ambos os países. O consenso é recuperar a agilidade e eficiência que o comércio exterior requer.


26/11/2010
Fonte: Sindaergs

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Presidente da CNI diz que Mercosul não funciona e prejudica os negócios brasileiros

Brasília – O Mercosul “não está funcionando como bloco e isso está prejudicando os negócios das empresas brasileiras com países europeus e de outros mercados”, afirmou hoje (17/11), em Brasília, o novo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade.

Para ele, o Brasil “está perdendo tempo e espaço nas discussões, enquanto outros países têm avançado em acordos bilaterais”. Andrade lembrou que “os acordos comerciais que o Brasil tem conseguido fora do Mercosul foram firmados com mercados de pequeno fluxo comercial, como países africanos, Israel e Índia”. O que está acontecendo, segundo o presidente da CNI, é um “engessamento nas negociações de acordos internacionais, pois o Brasil está sem liberdade para negociar”.

Por isso, ele defende que é mais importante dar “liberdade para a ação empresarial do que esperar o caminho político para chegar aos negócios. O Mercosul não está bem integrado e só funcionará melhor se tiver uma boa governança empresarial”.

18/11/2010
Fonte: Agencia Brasil
Extraída de: Boletim Comexleis

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Argentina deve virar 2º maior cliente do Brasil

De janeiro a outubro, país sócio do Mercosul respondeu por 9% das exportações brasileiras, ante 9,5% dos EUA, atuais donos da posição

A Argentina está perto de ultrapassar os Estados Unidos e voltar a ser o segundo maior cliente do Brasil no mercado externo. De janeiro a outubro, o sócio do Mercosul respondeu por 9% das exportações brasileiras, ante 9,5% dos EUA, que ainda estão imersos numa crise econômica.

Os argentinos já ocuparam essa posição em 2008, mas foram deslocados pela China. No ano passado, o gigante asiático deixou para trás EUA e Argentina e se tornou o principal cliente do Brasil no exterior. Os chineses respondem hoje por 15,8% das vendas brasileiras.

A inversão de posições foi significativa. Em 2000, os EUA compravam 24% do que o Brasil vendia. A Argentina ficava com 11,3%, e a China respondia por 2%. EUA e Argentina são clientes de manufaturados, enquanto a China compra commodities.

O país comandado por Cristina Kirchner é um dos destaques das exportações do Brasil este ano. As vendas para a Argentina cresceram 53% até outubro, para US$ 14,7 bilhões – a maior alta entre os grandes parceiros e acima do aumento total de 29,7%.

“É um comércio estável e menos sensível ao câmbio porque há integração das cadeias produtivas”, disse o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral.

O real forte tem menos impacto nas exportações para a Argentina. A concorrência no sócio do Mercosul é menos feroz, já que os produtos brasileiros não pagam tarifa de importação. O poder de barganha das empresas brasileiras para impor reajustes e compensar o câmbio é maior.

Entre as razões para o bom desempenho, está a recuperação da economia argentina, que deve crescer 7,7%. “Enquanto as commodities estiverem em alta, a Argentina tem mais dinheiro para importar e o Brasil é o vendedor natural”, disse o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro.

Automóveis. O setor automotivo respondeu por 46% das exportações para a Argentina. Com fábricas nos dois países, as trocas dificilmente são interrompidas por variação de câmbio. “O câmbio prejudica as vendas para outros destinos. Na Argentina, o problema é que a diferença entre o peso e real traz imprevisibilidade”, disse o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini.

De janeiro até setembro, o Brasil vendeu US$ 6 bilhões em carros e autopeças para a Argentina e importou US$ 4,9 bilhões. Foram exportados 240 mil veículos, alta de 66%. O mercado argentino de veículos se recuperou da crise e deve chegar a 600 mil unidades este ano.

Outros setores também sentem a pujança do vizinho. “As vendas melhoraram sensivelmente na Argentina”, diz José Luiz Diaz Fernandez, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Mobiliário (Abimóvel). O executivo conta que o país saiu da sexta para a segunda colocação entre os mercados para móveis brasileiros.

Uma exceção são os celulares, segundo produto da pauta de exportação. Os embarques caíram 22% de janeiro a setembro. Mário Branco, gerente de comércio exterior da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), explica que a Argentina segue adotando barreiras contra os celulares brasileiros.

14/11/2010
Fonte: O Estado de São Paulo