Brasília – A partir de hoje (4), o governo federal inicia o monitoramento de alimentos vindos do Japão, para prevenir a entrada, no Brasil, de produtos contaminados por radiação. Os fiscais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Agricultura irão coletar amostras das cargas de alimentos para checar se o nível de radiação está dentro dos padrões aceitos internacionalmente. O material coletado será analisado pelos institutos da Radioproteção e Dosimetria (IRD) e de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), ambos ligados à Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen).
Os alimentos que apresentarem nível radioativo acima do limite tolerado serão descartados ou devolvidos ao Japão, de acordo com a Anvisa. Os importadores brasileiros terão ainda de apresentar, no desembarque no Brasil, um certificado comprovando que a carga foi examinada e liberada pelas autoridades sanitárias japonesas.
Os fiscais também vão intensificar a fiscalização de bagagens dos passageiros vindos do Japão. Avisos sonoros nos aviões e aeroportos irão alertar os passageiros sobre a proibição de ingressar no Brasil com alimentos originários de outros países.
Para a Anvisa, a possibilidade de um alimento contaminado entrar no Brasil é pequena, pois é reduzido o volume de importação de alimentos japoneses. A maior parte é massa semipronta para panificação e pastelaria, chás e algas. A previsão é que os próximos carregamentos vindos do Japão cheguem ao Brasil na próxima semana, segundo fiscais agropecuários.
Edição: Vinicius Doria
Anvisa CNEN Economia IRD Internacional Ipen Meio Ambiente Saúde alimentos importação japão radiação
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04/04/2011
Fonte: Agencia Brasil
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terça-feira, 5 de abril de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
No Brasil, empresas temem falta de peças
Empresas de capital japonês que operam no Brasil, muitas delas dependentes de peças e insumos fornecidos pelas matrizes, ainda não conseguem avaliar o impacto da tragédia no Japão nos negócios locais, mas algumas já temem por dificuldades na produção.
A Panasonic afirma que "os danos poderão ter algum efeito na produção de Manaus nos próximos meses, uma vez que muitos materiais utilizados vêm do Japão, especialmente para câmeras digitais, rádios para carros e TVs de plasma e LCD". No entanto, acrescenta, é necessário mais tempo para analisar o impacto.
A maioria das empresas calcula ter estoques para manter a produção por dois a três meses, casos por exemplo das montadoras Honda (que recebe da matriz câmbio automático) e Toyota (motor e câmbio). A Toyota do Brasil manteve para a próxima terça-feira evento com a imprensa brasileira de apresentação do novo Corolla.
Segundo Mauricio Loureiro, presidente do Centro das Indústrias do Amazonas, as partes mais afetadas no Japão não comprometeram no todo as operações de negócios, pois há empresas que operam em outras áreas que não sofreram tanto com o terremoto. "Pelo que temos de informações algumas empresas suspenderam as operações, mas voltarão a operar em breve." Ele lembra que empresas como a Sony não sofreram maiores danos "e é pouco provável que sofram algum revés, pois podem se abastecer de fábricas em outros países, como China e Malásia".
Pânico. Para consultores, qualquer diagnóstico neste momento envolve mais preocupação do que realidade. "O pânico nos mercados financeiros teve mais a ver com o temor do vazamento nuclear do que com o terremoto", ressalta Marcelo Pereira, gestor da Tag Investimentos.
Segundo ele, ninguém, nem o governo local, sabe o tamanho do problema e isso causa apreensão no mercado mundial. "O momento agora é de calma", avisa.
Alex Agostini, economista chefe da Austin Rating, avalia que, num primeiro momento, o Brasil - que tem balança comercial equilibrada com o Japão (US$ 7,1 bilhões exportados e US$ 6,98 bilhões importados em 2010) -, pode perder contratos.
A partir do segundo semestre, com a necessidade de reconstrução, o País poderá se beneficiar do aumento de pedidos de minério, alumínio e alimentos.
O analista da Corretora Fator, Rodrigo Blanco, ressalta que não há dados que confirmem os impactos no preço do aço em razão de uma possível queda na produção no Japão e da demanda que o país vai gerar na reconstrução.
A Usiminas, que tem 27% de suas ações nas mãos da Nippon Steel, ainda não tem análise sobre impactos nos negócios do grupo. No mercado ontem circulavam especulações de que a companhia japonesa poderia vender sua participação para formar caixa.
Outro rumor era de que a Usiminas poderia ter de desembolsar aportes para ajudar sua sócia majoritária. As ações preferencias da empresa caíram 1,3% ontem e as ON tiveram queda de 2,73%. Analistas, porém, não viram a queda como preocupação, mas como uma "devolução" dos ganhos no dia anterior, de alta de 2,09% nas PNs e de 9,55% nas ONs.
16/03/2011
Autor(es): Cleide Silva
FONTE: O Estado de S. Paulo
A Panasonic afirma que "os danos poderão ter algum efeito na produção de Manaus nos próximos meses, uma vez que muitos materiais utilizados vêm do Japão, especialmente para câmeras digitais, rádios para carros e TVs de plasma e LCD". No entanto, acrescenta, é necessário mais tempo para analisar o impacto.
A maioria das empresas calcula ter estoques para manter a produção por dois a três meses, casos por exemplo das montadoras Honda (que recebe da matriz câmbio automático) e Toyota (motor e câmbio). A Toyota do Brasil manteve para a próxima terça-feira evento com a imprensa brasileira de apresentação do novo Corolla.
Segundo Mauricio Loureiro, presidente do Centro das Indústrias do Amazonas, as partes mais afetadas no Japão não comprometeram no todo as operações de negócios, pois há empresas que operam em outras áreas que não sofreram tanto com o terremoto. "Pelo que temos de informações algumas empresas suspenderam as operações, mas voltarão a operar em breve." Ele lembra que empresas como a Sony não sofreram maiores danos "e é pouco provável que sofram algum revés, pois podem se abastecer de fábricas em outros países, como China e Malásia".
Pânico. Para consultores, qualquer diagnóstico neste momento envolve mais preocupação do que realidade. "O pânico nos mercados financeiros teve mais a ver com o temor do vazamento nuclear do que com o terremoto", ressalta Marcelo Pereira, gestor da Tag Investimentos.
Segundo ele, ninguém, nem o governo local, sabe o tamanho do problema e isso causa apreensão no mercado mundial. "O momento agora é de calma", avisa.
Alex Agostini, economista chefe da Austin Rating, avalia que, num primeiro momento, o Brasil - que tem balança comercial equilibrada com o Japão (US$ 7,1 bilhões exportados e US$ 6,98 bilhões importados em 2010) -, pode perder contratos.
A partir do segundo semestre, com a necessidade de reconstrução, o País poderá se beneficiar do aumento de pedidos de minério, alumínio e alimentos.
O analista da Corretora Fator, Rodrigo Blanco, ressalta que não há dados que confirmem os impactos no preço do aço em razão de uma possível queda na produção no Japão e da demanda que o país vai gerar na reconstrução.
A Usiminas, que tem 27% de suas ações nas mãos da Nippon Steel, ainda não tem análise sobre impactos nos negócios do grupo. No mercado ontem circulavam especulações de que a companhia japonesa poderia vender sua participação para formar caixa.
Outro rumor era de que a Usiminas poderia ter de desembolsar aportes para ajudar sua sócia majoritária. As ações preferencias da empresa caíram 1,3% ontem e as ON tiveram queda de 2,73%. Analistas, porém, não viram a queda como preocupação, mas como uma "devolução" dos ganhos no dia anterior, de alta de 2,09% nas PNs e de 9,55% nas ONs.
16/03/2011
Autor(es): Cleide Silva
FONTE: O Estado de S. Paulo
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