Agravamento da crise da dívida na Europa e perspectiva de corte da taxa de juros no Brasil contribuem para desvalorização do real
Dolar Pronto: 1,820/1,822
Dolar Futuro: 1,826/1,828
A desvalorização do real deverá ganhar força no curto prazo, segundo analistas internacionais. Entre os fatores que poderão enfraquecer o real frente ao dólar, os analistas citam o aumento na aversão a risco, com o agravamento da crise da dívida soberana da zona do euro, e a perspectiva de corte da taxa básica de juros no Brasil, o que poderá arrefecer o fluxo de capitais de curto prazo em busca de ganhos com a diferença dos juros domésticos e internacionais.
"Como estou pessimista em relação aos problemas da zona do euro, eu vejo uma maior pressão para desvalorização não apenas do real, mas também de outras moedas de países emergentes", disse à Agência Estado Win Thin, diretor de pesquisa para mercados emergentes da Brown Brothers Harriman em Nova York. Segundo ele, o real e outras moedas emergentes deverão voltar ao patamar de maio de 2010, quando estourou pela primeira vez o problema da dívida da Grécia. Na ocasião, o real chegou a ultrapassar o patamar de R$ 1,91 frente ao dólar. Ele acredita que o câmbio poderá bater nesse nível nas próximas três semanas.
"Normalmente, o real estava conseguindo atravessar turbulências recentes melhor do que outras moedas latino-americanas em razão da perspectiva de crescimento da sua economia e até mesmo porque o IOF é tão alto que os investidores ficavam relutantes em sair dos ativos brasileiros, pois ficaria muito caro para voltar ao Brasil", disse Eduardo Suarez o estrategista de câmbio para América Latina do Scotia Capital em Toronto. "Mas agora eu vejo um certo grau de fadiga dos investidores internacionais por causa da constante intervenção do governo brasileiro (com as medidas de controle de capital), o que deixa muito difícil prever o que acontecerá a seguir", explicou. Ele acredita que o real poderá cair até R$ 1,90 frente ao dólar nas próximas três a quatro semanas, se persistir um cenário de deterioração da aversão ao risco que afetará os mercados emergentes como um todo.
Além da piora do humor dos investidores internacionais, que buscam refúgio no dólar para se proteger de um eventual calote na dívida soberana da Grécia ou de um maior contágio da crise para outros países da zona do euro, a desvalorização do real também tem como fator o recente corte da taxa Selic em 0,50 ponto porcentual para 12%, que surpreendeu o mercado, segundo Thin. "Os mercados estão punindo os países que cortaram as taxas de juros visando enfraquecer as suas moedas, como o Brasil e a Turquia", explicou o estrategista.
Na opinião do vice-presidente para mercados emergentes da MF Global, Michael Roche, baseado em Nova York, fatores técnicos deverão manter o real no nível de R$ 1,80 no curtíssimo prazo, mas a pressão será de desvalorização da moeda brasileira frente ao dólar. "As condições técnicas vão colocar mais pressão sobre o real no sentido de desvalorização", afirmou Roche, que não descarta o real atingir o patamar de R$ 1,90 nos próximos 60 dias. "Há outros fatores, ligados a fundamentos, como os preços de commodities, a desaceleração do crescimento mundial, o aumento na aversão a risco pelos investidores internacionais e, principalmente, o afrouxamento da política monetária no Brasil."
EXTRAÍDO DE Blog da Green de Ferreira
21/09/2011
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Dólar sobe e embala ações de exportadoras
Luciana Monteiro – Num dia em que tudo indicava que o mau humor do cenário internacional prevaleceria, as exportadoras conseguiram dar um alento aos investidores. A alta de 2,71% do dólar ontem deu impulso às ações voltadas para o mercado externo, beneficiando o Índice Bovespa, que fechou próximo da estabilidade, com queda de 0,19%, aos 57.102 pontos. Em dólar, o Ibovespa cai 22,13% no ano, enquanto em reais, 17,61%.
Com participação de 12,84% no índice, as ações da Vale conseguiram limitar parte da queda do Ibovespa ontem. As ações preferenciais (PN, sem direito a voto) classe A da mineradora encerraram o pregão com alta de 1,35%, cotadas a R$ 43,58. Já os papéis ordinários (ON, com voto) subiram 1,37%, a R$ 47,44. O grande destaque ficou com as ONs da empresa de papel e celulose Fibria, com alta de 3,33%, a R$ 17,98. Outra a se destacar foi Embraer ON, que subiu 2,12%, a R$ 11,55. “Com o dólar mais alto, as exportadoras melhoram seu desempenho, em especial a Vale, que exporta a maior parte de seu minério”, explica Mitsuko Kaduoka, diretora da área de análise da Indusval & Partners Corretora.
A alta do dólar nos últimos dias, somando 11,74% em setembro, já coloca as exportadoras entre os papéis com melhores desempenhos no mês. Fibria ON lidera a lista, com valorização de 15,26%, ante 1,07% do Ibovespa. Em dólar, o Ibovespa cai 9,69%. Embraer ON, por sua vez, sobe 14,36%.
Ontem foi dia de vencimento de opções – contratos que dão o direto de comprar ou vender um ativo numa data específica a um preço preestabelecido – na bolsa. O exercício de opções movimentou R$ 4,14 bilhões, o maior do ano, sendo R$ 3,04 bilhões em opções de compra e R$ 1,10 bilhão em opções de venda. O total é cerca de 75% superior ao volume girado no exercício de agosto e o maior desde outubro de 2010, quando somou R$ 4,876 bilhões.
No lado negativo, os dados divulgados pelo Sindicato da Habitação (Secovi) SP – mostrando que o volume de imóveis vendidos entre janeiro e julho na cidade de São Paulo caiu 28,6% – pesaram sobre as construtoras. As ONs da Rossi Residencial caíram 5,17%, a R$ 10,82, enquanto as da Gafisa perderam 4,16%, a R$ 6,91. PDG Realty teve queda de 3,62%, a R$ 6,92, enquanto Brookfield caiu 3,41%, a R$ 13,75. Já as ONs da MRV se desvalorizaram 3,35%, cotadas a R$ 11,83.
Hoje, os mercados abrem repercutindo a notícia divulgada ontem à noite de que a agência Standard and Poor”s reduziu a nota da Itália de “A+” para “A”, e manteve a perspectiva negativa. Os investidores ficam atentos ainda à continuação da teleconferência de emergência entre o ministro das Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, e os inspetores da delegação do Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e União Europeia (UE).
Os olhos se voltam também para a reunião do Federal Reserve (Fed, banco central americano), que se realiza hoje e amanhã. Mas as expectativas de anuncio da terceira versão do “Quantitative Easing” (QE3) – mecanismo pelo qual o BC americano compra títulos públicos para injetar dinheiro na economia – parecem ter diminuído.
Sem tendência definida, os mercados vêm se movendo basicamente por notícias pontuais, lembra Clodoir Vieira, economista-chefe da corretora Souza Barros. “O investidor está só dando tiros curtos: se cai, ele compra um pouco, enquanto que, se sobe, ele vende para ter uma ganho de curto prazo”, diz.
Luciana Monteiro é repórter de Investimentos. A titular da coluna, Daniele Camba, está de férias.
20/09/2011
Fonte: Valor Econômico
Com participação de 12,84% no índice, as ações da Vale conseguiram limitar parte da queda do Ibovespa ontem. As ações preferenciais (PN, sem direito a voto) classe A da mineradora encerraram o pregão com alta de 1,35%, cotadas a R$ 43,58. Já os papéis ordinários (ON, com voto) subiram 1,37%, a R$ 47,44. O grande destaque ficou com as ONs da empresa de papel e celulose Fibria, com alta de 3,33%, a R$ 17,98. Outra a se destacar foi Embraer ON, que subiu 2,12%, a R$ 11,55. “Com o dólar mais alto, as exportadoras melhoram seu desempenho, em especial a Vale, que exporta a maior parte de seu minério”, explica Mitsuko Kaduoka, diretora da área de análise da Indusval & Partners Corretora.
A alta do dólar nos últimos dias, somando 11,74% em setembro, já coloca as exportadoras entre os papéis com melhores desempenhos no mês. Fibria ON lidera a lista, com valorização de 15,26%, ante 1,07% do Ibovespa. Em dólar, o Ibovespa cai 9,69%. Embraer ON, por sua vez, sobe 14,36%.
Ontem foi dia de vencimento de opções – contratos que dão o direto de comprar ou vender um ativo numa data específica a um preço preestabelecido – na bolsa. O exercício de opções movimentou R$ 4,14 bilhões, o maior do ano, sendo R$ 3,04 bilhões em opções de compra e R$ 1,10 bilhão em opções de venda. O total é cerca de 75% superior ao volume girado no exercício de agosto e o maior desde outubro de 2010, quando somou R$ 4,876 bilhões.
No lado negativo, os dados divulgados pelo Sindicato da Habitação (Secovi) SP – mostrando que o volume de imóveis vendidos entre janeiro e julho na cidade de São Paulo caiu 28,6% – pesaram sobre as construtoras. As ONs da Rossi Residencial caíram 5,17%, a R$ 10,82, enquanto as da Gafisa perderam 4,16%, a R$ 6,91. PDG Realty teve queda de 3,62%, a R$ 6,92, enquanto Brookfield caiu 3,41%, a R$ 13,75. Já as ONs da MRV se desvalorizaram 3,35%, cotadas a R$ 11,83.
Hoje, os mercados abrem repercutindo a notícia divulgada ontem à noite de que a agência Standard and Poor”s reduziu a nota da Itália de “A+” para “A”, e manteve a perspectiva negativa. Os investidores ficam atentos ainda à continuação da teleconferência de emergência entre o ministro das Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, e os inspetores da delegação do Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e União Europeia (UE).
Os olhos se voltam também para a reunião do Federal Reserve (Fed, banco central americano), que se realiza hoje e amanhã. Mas as expectativas de anuncio da terceira versão do “Quantitative Easing” (QE3) – mecanismo pelo qual o BC americano compra títulos públicos para injetar dinheiro na economia – parecem ter diminuído.
Sem tendência definida, os mercados vêm se movendo basicamente por notícias pontuais, lembra Clodoir Vieira, economista-chefe da corretora Souza Barros. “O investidor está só dando tiros curtos: se cai, ele compra um pouco, enquanto que, se sobe, ele vende para ter uma ganho de curto prazo”, diz.
Luciana Monteiro é repórter de Investimentos. A titular da coluna, Daniele Camba, está de férias.
20/09/2011
Fonte: Valor Econômico
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Quanto custa segurar o dólar
Câmbio: Sem intervenções, cotação estaria em R$ 1,55, mas mercado questiona benefícios
Após gastar cerca de US$ 14,6 bilhões em intervenções no mercado cambial este ano, o Banco Central conseguiu garantir um ganho de 0,12% do dólar frente ao real. Parece pouco. Mas, não fosse sua atuação, a cotação, que encerrou ontem em R$ 1,6680, estaria hoje perto de R$ 1,55, segundo estimativa do chefe da área de pesquisas de mercados emergentes da Nomura Securities, Tony Volpon. A projeção, que leva em consideração a relação entre os chamados "termos de troca" do comércio internacional, poderia sugerir sucesso do esforço da autoridade monetária. Mas, para especialistas, o preço que a economia paga nessa queda-de-braço é alto e torna negativa sua relação custo/benefício. "É uma vitória ilusória, pois o esforço que o BC faz para segurar a cotação custa caro", afirma Volpon.
Para o coordenador de estudos de mercados emergentes da Tandem Global Partners e ex-diretor de Assuntos Internacionais do BC, Paulo Vieira da Cunha, "o BC não tem poder de fogo ilimitado, o que significa que essas medidas podem se tornar perversas".
As reservas internacionais cresceram US$ 7,286 bilhões em janeiro, graças às compras diárias de dólares no mercado à vista. Não estão contabilizados aí os três últimos pregões do mês nem o primeiro de fevereiro, período no qual outros US$ 2,89 bilhões teriam sido adquiridos, segundo estimativas de especialistas. Por meio do chamado swap cambial reverso, o BC comprou cerca de US$ 3,5 bilhões. E, no primeiro leilão a termo, outro US$ 1 bilhão.
Isso mostra que as reservas cambiais do país já devem ter superado os US$ 300 bilhões - a compra de dólares impacta as reservas em D+2. Um colchão tão elevado dá segurança aos país em tempos de turbulência, mas tem um custo alto: cerca de US$ 30 bilhões ao ano, segundo cálculos do o economista Marcio Garcia.
Outra forma de avaliar o custo é a rentabilidade das reservas, que caiu à média de 1,12% ao ano (0,83% em 2009 e 1,41% em 2010) nos últimos dois anos, fortemente impactada pela queda do juro americano. Esse retorno é muito inferior aos 9,33% observados em 2008 e que o juro básico, de 11,25% ao ano. Mas o preço dessa estratégia tem outros aspectos, mais difíceis de serem mensurados: inflação, juros e encarecimento da rolagem da dívida mobiliária.
Para Volpon, a guerra cambial tem como principal vítima a inflação. "Uma diferença de 10 centavos na cotação é relevante." Volpon faz alguns exercícios, a partir das projeções apresentados no Relatório Trimestral de Inflação. Pelo cenário de referência, elaborado pelo BC, o IPCA deve fechar o ano em 5%, levando-se em conta uma taxa Selic de 10,75% e o câmbio a R$ 1,70. No cenário de mercado, a inflação seria de 4,80%, com Selic de 12,25% e dólar em R$ 1,75. Cruzando os dados, Volpon diz que é possível afirmar que uma diferença de R$ 0,05 centavos corresponde a aproximadamente 1,5 ponto na Selic. Ainda no campo das estimativas, se a variável dólar fosse alterada para R$ 1,70 no cenário de mercado, o resultado para o IPCA cairia para 3,70%, se o impacto da mudança do câmbio fosse constante e igual a 1,50 ponto percentual. Essa é uma projeção pouco exata, pois há outros mecanismos, como a indexação, que não conseguem ser capturados por esse exercício. Mas prova, de toda forma, a influência da cotação do câmbio sobre as expectativas de inflação.
04/2/2011
Fonte: Valor Econômico
Após gastar cerca de US$ 14,6 bilhões em intervenções no mercado cambial este ano, o Banco Central conseguiu garantir um ganho de 0,12% do dólar frente ao real. Parece pouco. Mas, não fosse sua atuação, a cotação, que encerrou ontem em R$ 1,6680, estaria hoje perto de R$ 1,55, segundo estimativa do chefe da área de pesquisas de mercados emergentes da Nomura Securities, Tony Volpon. A projeção, que leva em consideração a relação entre os chamados "termos de troca" do comércio internacional, poderia sugerir sucesso do esforço da autoridade monetária. Mas, para especialistas, o preço que a economia paga nessa queda-de-braço é alto e torna negativa sua relação custo/benefício. "É uma vitória ilusória, pois o esforço que o BC faz para segurar a cotação custa caro", afirma Volpon.
Para o coordenador de estudos de mercados emergentes da Tandem Global Partners e ex-diretor de Assuntos Internacionais do BC, Paulo Vieira da Cunha, "o BC não tem poder de fogo ilimitado, o que significa que essas medidas podem se tornar perversas".
As reservas internacionais cresceram US$ 7,286 bilhões em janeiro, graças às compras diárias de dólares no mercado à vista. Não estão contabilizados aí os três últimos pregões do mês nem o primeiro de fevereiro, período no qual outros US$ 2,89 bilhões teriam sido adquiridos, segundo estimativas de especialistas. Por meio do chamado swap cambial reverso, o BC comprou cerca de US$ 3,5 bilhões. E, no primeiro leilão a termo, outro US$ 1 bilhão.
Isso mostra que as reservas cambiais do país já devem ter superado os US$ 300 bilhões - a compra de dólares impacta as reservas em D+2. Um colchão tão elevado dá segurança aos país em tempos de turbulência, mas tem um custo alto: cerca de US$ 30 bilhões ao ano, segundo cálculos do o economista Marcio Garcia.
Outra forma de avaliar o custo é a rentabilidade das reservas, que caiu à média de 1,12% ao ano (0,83% em 2009 e 1,41% em 2010) nos últimos dois anos, fortemente impactada pela queda do juro americano. Esse retorno é muito inferior aos 9,33% observados em 2008 e que o juro básico, de 11,25% ao ano. Mas o preço dessa estratégia tem outros aspectos, mais difíceis de serem mensurados: inflação, juros e encarecimento da rolagem da dívida mobiliária.
Para Volpon, a guerra cambial tem como principal vítima a inflação. "Uma diferença de 10 centavos na cotação é relevante." Volpon faz alguns exercícios, a partir das projeções apresentados no Relatório Trimestral de Inflação. Pelo cenário de referência, elaborado pelo BC, o IPCA deve fechar o ano em 5%, levando-se em conta uma taxa Selic de 10,75% e o câmbio a R$ 1,70. No cenário de mercado, a inflação seria de 4,80%, com Selic de 12,25% e dólar em R$ 1,75. Cruzando os dados, Volpon diz que é possível afirmar que uma diferença de R$ 0,05 centavos corresponde a aproximadamente 1,5 ponto na Selic. Ainda no campo das estimativas, se a variável dólar fosse alterada para R$ 1,70 no cenário de mercado, o resultado para o IPCA cairia para 3,70%, se o impacto da mudança do câmbio fosse constante e igual a 1,50 ponto percentual. Essa é uma projeção pouco exata, pois há outros mecanismos, como a indexação, que não conseguem ser capturados por esse exercício. Mas prova, de toda forma, a influência da cotação do câmbio sobre as expectativas de inflação.
04/2/2011
Fonte: Valor Econômico
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Dilma diz que ninguém pode garantir que dólar não subirá, diz jornal
SÃO PAULO – A taxa de câmbio tem oscilado pouco no Brasil, mas não se pode descartar uma desvalorização do real no futuro, disse a presidente Dilma Rousseff de acordo com entrevista publicada por jornais argentinos neste domingo.
Perguntada se poderia afirmar que o real não vai se desvalorizar, possibilidade que preocupa os argentinos devido aos laços comerciais entre os dois países, Dilma respondeu: “No mundo, ninguém pode dizer isso.”
“Nos últimos tempos, conseguimos manter o dólar dentro de uma faixa de flutuação. Ou seja, não tivemos nenhum derretimento como se falou por aí. Oscilou todo o tempo entre R$ 1,6 e R$ 1,7. Agora, ninguém no mundo pode dizer que garante isso (a não desvalorização)”, afirmou Dilma, de acordo com a edição eletrônica do jornal La Nación.
Na sexta-feira, o dólar fechou a R$ 1,685.
Dilma se reúne com a presidente argentina, Cristina Kirchner, na manhã de segunda-feira. É a primeira viagem internacional de Dilma. Entre os assuntos a serem abordados está a assinatura de um acordo para a construção de um reator nuclear.
Na entrevista aos jornais argentinos, Dilma afirmou também que “não vai negociar os direitos humanos e não fará concessões nesta área”, citando casos como de Abu Ghraib e Guantánamo, envolvendo os Estados Unidos, e a sentença de morte por apedrejamento determinada no Irã.
Questionada sobre Cuba, Dilma afirmou que o país deu um “passo à frente” com a libertação de presos políticos. “Em Cuba prefiro dizer que existe um processo de transformação e acho que todos os países deveriam incentivar esse processo. Não tenho nenhum problema em dizer que algo está ruim por lá, ou aqui também, porque nós não somos um país que não tem dívidas com os direitos humanos; nós as temos.”
De acordo com o Clarín, Dilma também deve se encontrar com as Mães e Avós da Praça de Maio, grupo ligado às buscas pelos desaparecidos na ultima ditadura militar.
30/01/2011
Fonte: O Estado de São Paulo
Perguntada se poderia afirmar que o real não vai se desvalorizar, possibilidade que preocupa os argentinos devido aos laços comerciais entre os dois países, Dilma respondeu: “No mundo, ninguém pode dizer isso.”
“Nos últimos tempos, conseguimos manter o dólar dentro de uma faixa de flutuação. Ou seja, não tivemos nenhum derretimento como se falou por aí. Oscilou todo o tempo entre R$ 1,6 e R$ 1,7. Agora, ninguém no mundo pode dizer que garante isso (a não desvalorização)”, afirmou Dilma, de acordo com a edição eletrônica do jornal La Nación.
Na sexta-feira, o dólar fechou a R$ 1,685.
Dilma se reúne com a presidente argentina, Cristina Kirchner, na manhã de segunda-feira. É a primeira viagem internacional de Dilma. Entre os assuntos a serem abordados está a assinatura de um acordo para a construção de um reator nuclear.
Na entrevista aos jornais argentinos, Dilma afirmou também que “não vai negociar os direitos humanos e não fará concessões nesta área”, citando casos como de Abu Ghraib e Guantánamo, envolvendo os Estados Unidos, e a sentença de morte por apedrejamento determinada no Irã.
Questionada sobre Cuba, Dilma afirmou que o país deu um “passo à frente” com a libertação de presos políticos. “Em Cuba prefiro dizer que existe um processo de transformação e acho que todos os países deveriam incentivar esse processo. Não tenho nenhum problema em dizer que algo está ruim por lá, ou aqui também, porque nós não somos um país que não tem dívidas com os direitos humanos; nós as temos.”
De acordo com o Clarín, Dilma também deve se encontrar com as Mães e Avós da Praça de Maio, grupo ligado às buscas pelos desaparecidos na ultima ditadura militar.
30/01/2011
Fonte: O Estado de São Paulo
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Medidas para segurar desvalorização do dólar são insuficientes, diz presidente da Fiesp
Vinicius Konchinski
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – O presidente da Federação Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse hoje (14) que as medidas adotadas pelo governo para conter a desvalorização do dólar ante o real são positivas, mas insuficientes. Ele defendeu novas ações para evitar que empresas brasileiras percam competitividade com a queda do dólar.
“O aumento do IOF [Imposto sobre Operações Financeiras] ajuda, mas é insuficiente para resolver o problema do câmbio”, resumiu Skaf, referindo-se ao aumento da alíquota do imposto de 2% para 4% sobre investimentos estrangeiros em renda fixa, anunciada pelo governo no dia 4.
Para ele, o governo deveria se esforçar para pagar os créditos tributários que os exportadores têm a compensar. Esses créditos são referentes a impostos pagos pelas empresas sobre os produtos que enviam para o exterior. A devolução do imposto é uma forma de o governo incentivar a exportação, já que desonera o preço final do produto. Contudo, segundo Skaf, os créditos demoram a ser compensados.
“Os governos precisam cumprir o combinado e pagar os créditos que as empresas têm. Já seria muito bom neste momento de valorização do real”, disse o presidente da Fiesp. Para ele, a questão cambial é um problema sério e tem consequências no comércio externo e interno. “O exportador sofre para exportar e a produção interna sofre para concorrer com produto importado que chega mais barato”.
Skaf disse ainda que dados da balança comercial brasileira já apontam para a redução da competitividade da indústria nacional. Só entre os produtos manufaturados, o Brasil tem um déficit acumulado no ano de US$ 44 bilhões. Deve fechar 2010 com déficit de US$ 60 bilhões. "Só teremos saldo na balança comercial pela exportação de commodities", complementou. Hoje, o dólar comercial teve valorização de 0,48%. Fechou cotado a R$ 1,663.
Edição: Vinicius Doria
14.10.2010
Fonte: Agência Brasil
Extraído de http://dicasdecomercioexterior.blogspot.com
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – O presidente da Federação Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse hoje (14) que as medidas adotadas pelo governo para conter a desvalorização do dólar ante o real são positivas, mas insuficientes. Ele defendeu novas ações para evitar que empresas brasileiras percam competitividade com a queda do dólar.
“O aumento do IOF [Imposto sobre Operações Financeiras] ajuda, mas é insuficiente para resolver o problema do câmbio”, resumiu Skaf, referindo-se ao aumento da alíquota do imposto de 2% para 4% sobre investimentos estrangeiros em renda fixa, anunciada pelo governo no dia 4.
Para ele, o governo deveria se esforçar para pagar os créditos tributários que os exportadores têm a compensar. Esses créditos são referentes a impostos pagos pelas empresas sobre os produtos que enviam para o exterior. A devolução do imposto é uma forma de o governo incentivar a exportação, já que desonera o preço final do produto. Contudo, segundo Skaf, os créditos demoram a ser compensados.
“Os governos precisam cumprir o combinado e pagar os créditos que as empresas têm. Já seria muito bom neste momento de valorização do real”, disse o presidente da Fiesp. Para ele, a questão cambial é um problema sério e tem consequências no comércio externo e interno. “O exportador sofre para exportar e a produção interna sofre para concorrer com produto importado que chega mais barato”.
Skaf disse ainda que dados da balança comercial brasileira já apontam para a redução da competitividade da indústria nacional. Só entre os produtos manufaturados, o Brasil tem um déficit acumulado no ano de US$ 44 bilhões. Deve fechar 2010 com déficit de US$ 60 bilhões. "Só teremos saldo na balança comercial pela exportação de commodities", complementou. Hoje, o dólar comercial teve valorização de 0,48%. Fechou cotado a R$ 1,663.
Edição: Vinicius Doria
14.10.2010
Fonte: Agência Brasil
Extraído de http://dicasdecomercioexterior.blogspot.com
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Dólar recua para R$ 1,655
A Bovespa acompanhou a onda de otimismo externo e emplacou seu terceiro pregão consecutivo de ganhos. O Ibovespa encostou no patamar dos 72 mil pontos, um nível de preços inédito desde o final de maio de 2008. Analistas destacaram as expectativas positivas por uma nova onda de estímulos à economia nos EUA, conforme sinalizado pelo banco central americano em um influente relatório (ata). O Ibovespa subiu 1,03% no fechamento, aos 71.674 pontos. O giro financeiro foi de R$ 10,7 bilhões, bastante acima da média do mês (R$ 8 bilhões/dia). O dólar comercial foi vendido por R$ 1,655, em queda de 0,66%. Trata-se da menor taxa desde 1º de setembro de 2008, portanto, anterior à quebra do banco Lehman Brothers, evento detonador da pior fase da crise financeira mundial.
14/10/2010
Fonte: AffonsoRitter - JC
14/10/2010
Fonte: AffonsoRitter - JC
terça-feira, 5 de outubro de 2010
GOVERNO DOBRA IOF PARA CONTER O DÓLAR
MÁRIO SÉRGIO LIMA E THAIS BILENKY
Alíquota de imposto sobre operação financeira sobe de 2% para 4% para estrangeiro que aplica em renda fixa. Taxa de juros elevada e crescimento econômico atraem investidor, mesmo com fim de oferta da Petrobrás.
A apreciação do real continuou preocupando o governo mesmo após o encerramento da capitalização da Petrobras. Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou o aumento da alíquota de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) incidente em operações de estrangeiros no mercado de renda fixa brasileiro.
A alíquota passa de 2% para 4% a partir de hoje, mas não se aplica ao capital estrangeiro em Bolsa de Valores (que segue em 2%), aos investimentos de brasileiros em renda fixa (não tributados com IOF) e aos investimentos estrangeiros diretos.
"É exclusivamente para aplicação fixa porque achamos que há interesse crescente do investidor estrangeiro nessa modalidade."
Segundo Mantega, o fato de o Brasil ter juros ainda bastante elevados torna essas aplicações muito atrativas para os investidores externos. "Em renda fixa há essa situação, na qual o investidor toma dinheiro a 2% no exterior e aplica para um retorno de 10,75% [taxa Selic].
Com a ampliação do IOF, reduz esse retorno e se torna menos atrativo", disse.
Ontem, o dólar subiu 0,65% e fechou a R$ 1,692.
Segundo o ministro, a expectativa era que, encerrada a capitalização da Petrobras, o movimento de valorização do real reduziria fôlego. Contudo, não foi o que ocorreu.
Segundo o Banco Central, de janeiro a agosto deste ano, os investimentos em renda fixa no país já somam US$ 12 bilhões. No mesmo período do ano passado, esse valor estava em US$ 3,4 bilhões.
Segundo Mantega, a medida visa reduzir o prejuízo aos exportadores brasileiros.
Economias emergentes, como o Brasil, vêm observando entrada de capital externo devido à boa avaliação, às perspectivas de crescimento e às taxas de juros elevadas.
Movimento semelhante ocorreu no início de 2008, quando o governo tributou em 1,5% os recursos estrangeiros para aplicação em títulos e ações. Depois, a alíquota caiu e voltou a subir no ano passado para 2%.
Repercussão
A medida deve assustar o investidor estrangeiro que buscava ganho fácil com juros no Brasil, mas poderá não ter impacto duradouro no câmbio, segundo analistas.
Para investir por um ano no país, o estrangeiro levará agora 2,25% líquidos da inflação de 4,5% -taxa que pode ser insuficiente para cobrir riscos como o cambial.
"Era fato que a taxa de 2% não estava resolvendo. Mas 4% é alto. O governo resolveu parar de só ameaçar e partiu para ação", diz Mario Battistel, da Fair Corretora.
Para Alexandre Schwartsman, economista-chefe do Santander, a nova intervenção no câmbio terá impacto semelhante ao visto no ano passado, quando o dólar chegou a subir alguns dias e depois reencontrou sua trajetória de baixa. "[O efeito] Será o mesmo que teve", disse.
05/10/2010
Fonte: Folha de São Paulo –Toni Sciarretta
Alíquota de imposto sobre operação financeira sobe de 2% para 4% para estrangeiro que aplica em renda fixa. Taxa de juros elevada e crescimento econômico atraem investidor, mesmo com fim de oferta da Petrobrás.
A apreciação do real continuou preocupando o governo mesmo após o encerramento da capitalização da Petrobras. Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou o aumento da alíquota de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) incidente em operações de estrangeiros no mercado de renda fixa brasileiro.
A alíquota passa de 2% para 4% a partir de hoje, mas não se aplica ao capital estrangeiro em Bolsa de Valores (que segue em 2%), aos investimentos de brasileiros em renda fixa (não tributados com IOF) e aos investimentos estrangeiros diretos.
"É exclusivamente para aplicação fixa porque achamos que há interesse crescente do investidor estrangeiro nessa modalidade."
Segundo Mantega, o fato de o Brasil ter juros ainda bastante elevados torna essas aplicações muito atrativas para os investidores externos. "Em renda fixa há essa situação, na qual o investidor toma dinheiro a 2% no exterior e aplica para um retorno de 10,75% [taxa Selic].
Com a ampliação do IOF, reduz esse retorno e se torna menos atrativo", disse.
Ontem, o dólar subiu 0,65% e fechou a R$ 1,692.
Segundo o ministro, a expectativa era que, encerrada a capitalização da Petrobras, o movimento de valorização do real reduziria fôlego. Contudo, não foi o que ocorreu.
Segundo o Banco Central, de janeiro a agosto deste ano, os investimentos em renda fixa no país já somam US$ 12 bilhões. No mesmo período do ano passado, esse valor estava em US$ 3,4 bilhões.
Segundo Mantega, a medida visa reduzir o prejuízo aos exportadores brasileiros.
Economias emergentes, como o Brasil, vêm observando entrada de capital externo devido à boa avaliação, às perspectivas de crescimento e às taxas de juros elevadas.
Movimento semelhante ocorreu no início de 2008, quando o governo tributou em 1,5% os recursos estrangeiros para aplicação em títulos e ações. Depois, a alíquota caiu e voltou a subir no ano passado para 2%.
Repercussão
A medida deve assustar o investidor estrangeiro que buscava ganho fácil com juros no Brasil, mas poderá não ter impacto duradouro no câmbio, segundo analistas.
Para investir por um ano no país, o estrangeiro levará agora 2,25% líquidos da inflação de 4,5% -taxa que pode ser insuficiente para cobrir riscos como o cambial.
"Era fato que a taxa de 2% não estava resolvendo. Mas 4% é alto. O governo resolveu parar de só ameaçar e partiu para ação", diz Mario Battistel, da Fair Corretora.
Para Alexandre Schwartsman, economista-chefe do Santander, a nova intervenção no câmbio terá impacto semelhante ao visto no ano passado, quando o dólar chegou a subir alguns dias e depois reencontrou sua trajetória de baixa. "[O efeito] Será o mesmo que teve", disse.
05/10/2010
Fonte: Folha de São Paulo –Toni Sciarretta
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
FMI TEME QUE ACONTEÇA UMA GUERRA CAMBIAL NO MUNDO
O diretor gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, disse ontem que não descarta a hipótese de uma guerra cambial global, mas acredita que isso é improvável. Como uma tendência potencial, Strauss-Kahn disse que é uma preocupação, "mas eu não sinto hoje que exista um grande risco de uma guerra cambial", completou ele.
Após a recente intervenção do Japão no mercado de câmbio para conter a alta do iene, o ministro da Fazenda do Brasil Guido Mantega, disse acreditar que o mundo está envolvido em uma guerra cambial e comercial, com países procurando vantagens ao manipular suas moedas.
Segundo Mantega, governos de vários países, incluindo Estados Unidos e Japão, estão a permitir a desvalorização de suas moedas a fim de conquistar mercados em países que apresentam um bom desempenho interno de suas economias, como é o caso do Brasil. O ministro ressaltou que na próxima reunião do G-20 ele levará às autoridades do grupo a manifestação de que a gestão cambial precisa ser muito mais harmoniosa entre seus participantes. "Eu acho que o câmbio flutuante é o melhor sistema, mas precisa ser flutuante para todo mundo", comentou.
O diretor-gerente do FMI disse que as autoridades do fundo e do G-20 estão trabalhando ativamente para evitar tal batalha global de depreciações cambiais competitivas, e que o assunto será discutido nas próximas reuniões do grupo.
Dadas as potenciais repercusões especialmente em meio a uma frágil recuperação e com o FMI solicitando uma cooperação internacional para reequilibrar a economia global - Strauss Kahn afirmou que a probabilidade de uma guerra de depreciações cambiais "é bastante baixa". "Não se pode esperar nada de bom de uma intervensão no câmbio. A história mostra que o efeito desse tipo de medida não dura muito," comentou. Segundo o diretor do FMI, ou uma intervensão discreta é ineficaz, ou uma medida mais forte gera retaliações destrutivas.
Esta é mais uma demonstração de que o FMI ostenta grande preocupação com o cenário econômico mundial.
29/09/2010
Fonte: Diário do Comércio e Indústria
Após a recente intervenção do Japão no mercado de câmbio para conter a alta do iene, o ministro da Fazenda do Brasil Guido Mantega, disse acreditar que o mundo está envolvido em uma guerra cambial e comercial, com países procurando vantagens ao manipular suas moedas.
Segundo Mantega, governos de vários países, incluindo Estados Unidos e Japão, estão a permitir a desvalorização de suas moedas a fim de conquistar mercados em países que apresentam um bom desempenho interno de suas economias, como é o caso do Brasil. O ministro ressaltou que na próxima reunião do G-20 ele levará às autoridades do grupo a manifestação de que a gestão cambial precisa ser muito mais harmoniosa entre seus participantes. "Eu acho que o câmbio flutuante é o melhor sistema, mas precisa ser flutuante para todo mundo", comentou.
O diretor-gerente do FMI disse que as autoridades do fundo e do G-20 estão trabalhando ativamente para evitar tal batalha global de depreciações cambiais competitivas, e que o assunto será discutido nas próximas reuniões do grupo.
Dadas as potenciais repercusões especialmente em meio a uma frágil recuperação e com o FMI solicitando uma cooperação internacional para reequilibrar a economia global - Strauss Kahn afirmou que a probabilidade de uma guerra de depreciações cambiais "é bastante baixa". "Não se pode esperar nada de bom de uma intervensão no câmbio. A história mostra que o efeito desse tipo de medida não dura muito," comentou. Segundo o diretor do FMI, ou uma intervensão discreta é ineficaz, ou uma medida mais forte gera retaliações destrutivas.
Esta é mais uma demonstração de que o FMI ostenta grande preocupação com o cenário econômico mundial.
29/09/2010
Fonte: Diário do Comércio e Indústria
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
DÓLAR VAI A R$ 1,705 E TEM MENOR COTAÇÃO DESDE NOVEMBRO DE 2009
A cotação do dólar comercial voltou a registrar seu menor valor no ano. Nesta quarta-feira (29), a moeda norte-americana fechou em queda de 0,29%, a R$ 1,705 na venda.
Com isso, o dólar atingiu a menor cotação desde 9 de novembro de 2009, quando fechou a R$ 1,702.
No acumulado do mês, a moeda tem perda 2,96%. No ano, a baixa é de 2,18%.
A Bovespa fechou estável (variação zero), aos 69.228,24 pontos. No dia anterior, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) fechou aos 69.227,63, uma variação de apenas 0,61 ponto.
Mais uma vez o Banco Central (BC) realizou duas intervenções na tentativa de evitar uma queda ainda maior da moeda. No primeiro leilão, a taxa aceita foi R$ 1,706. Na segunda operação, o BC comprou dólares a R$ 1,704.
O dólar chegou a cair abaixo de R$ 1,7 pela primeira vez no ano, acompanhando a tendência global de desvalorização da moeda norte-americana.
Mas, após o breve movimento, o mercado devolveu o dólar ao patamar visto nos últimos dias, "respeitando" o piso informal sinalizado pelo governo e marcado por barreiras técnicas no segmento de opções.
Segundo a clearing (câmara de compensação) da BM&FBovespa, houve ao menos uma operação registrada a R$ 1,69, durante a manhã.
No exterior, o dólar teve mais uma jornada de baixa em meio à expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) aumente a oferta de recursos na economia para estimular a recuperação do país.
O que tem impedido o dólar de recuar com a mesma intensidade no Brasil, segundo profissionais de mercado, é a ameaça de que o governo tome medidas mais agressivas do que as compras diárias de dólares --embora, na véspera, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tenha descartado por ora alguma mudança na tributação do capital estrangeiro em ações e renda fixa.
De acordo com a Reuters, um operador de câmbio de um banco dealer, que preferiu não ser identificado, outro motivo que inibe a baixa do dólar é a existência de barreiras no mercado de opções abaixo de R$ 1,7. Segundo ele, a breve queda do dólar aquém desse nível pode ter sido uma tentativa frustrada de alguns investidores para marcar posição.
Para os próximos dias, avalia Mario Battistel, gerente de câmbio da Fair Corretora, a tendência é de que o mercado continue espremido perto do nível de R$ 1,7.
Ele citou a reunião do G20 em novembro como um importante evento a ser monitorado, já que vários países têm reforçado as intervenções no câmbio. "Mas a pressão (no dólar), claro, é realmente para baixo", disse à Reuters.
Mais cedo, dados do Banco Central mostraram que a entrada de capitais no país perdeu força após um pico causado pela capitalização da Petrobras (PETR4). O fluxo positivo desacelerou na semana passada para US$ 736 milhões, levando o resultado acumulado em setembro a US$ 11,871 bilhões.
30/09/2010
Fonte: Portal Uol com informações de Reuters e Valor
Com isso, o dólar atingiu a menor cotação desde 9 de novembro de 2009, quando fechou a R$ 1,702.
No acumulado do mês, a moeda tem perda 2,96%. No ano, a baixa é de 2,18%.
A Bovespa fechou estável (variação zero), aos 69.228,24 pontos. No dia anterior, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) fechou aos 69.227,63, uma variação de apenas 0,61 ponto.
Mais uma vez o Banco Central (BC) realizou duas intervenções na tentativa de evitar uma queda ainda maior da moeda. No primeiro leilão, a taxa aceita foi R$ 1,706. Na segunda operação, o BC comprou dólares a R$ 1,704.
O dólar chegou a cair abaixo de R$ 1,7 pela primeira vez no ano, acompanhando a tendência global de desvalorização da moeda norte-americana.
Mas, após o breve movimento, o mercado devolveu o dólar ao patamar visto nos últimos dias, "respeitando" o piso informal sinalizado pelo governo e marcado por barreiras técnicas no segmento de opções.
Segundo a clearing (câmara de compensação) da BM&FBovespa, houve ao menos uma operação registrada a R$ 1,69, durante a manhã.
No exterior, o dólar teve mais uma jornada de baixa em meio à expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) aumente a oferta de recursos na economia para estimular a recuperação do país.
O que tem impedido o dólar de recuar com a mesma intensidade no Brasil, segundo profissionais de mercado, é a ameaça de que o governo tome medidas mais agressivas do que as compras diárias de dólares --embora, na véspera, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tenha descartado por ora alguma mudança na tributação do capital estrangeiro em ações e renda fixa.
De acordo com a Reuters, um operador de câmbio de um banco dealer, que preferiu não ser identificado, outro motivo que inibe a baixa do dólar é a existência de barreiras no mercado de opções abaixo de R$ 1,7. Segundo ele, a breve queda do dólar aquém desse nível pode ter sido uma tentativa frustrada de alguns investidores para marcar posição.
Para os próximos dias, avalia Mario Battistel, gerente de câmbio da Fair Corretora, a tendência é de que o mercado continue espremido perto do nível de R$ 1,7.
Ele citou a reunião do G20 em novembro como um importante evento a ser monitorado, já que vários países têm reforçado as intervenções no câmbio. "Mas a pressão (no dólar), claro, é realmente para baixo", disse à Reuters.
Mais cedo, dados do Banco Central mostraram que a entrada de capitais no país perdeu força após um pico causado pela capitalização da Petrobras (PETR4). O fluxo positivo desacelerou na semana passada para US$ 736 milhões, levando o resultado acumulado em setembro a US$ 11,871 bilhões.
30/09/2010
Fonte: Portal Uol com informações de Reuters e Valor
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
GOVERNO VAI COMPRAR DÓLARES DA PETROBRAS
As medidas com as quais o governo pretende evitar uma excessiva valorização do real vão incluir a compra de dólares que entrarem no País com a operação de capitalização da Petrobras, segundo adiantou ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele disse estar preocupado com iniciativas que outros países, como o Japão, estão tomando para desvalorizar suas moedas. "Queremos que todos saiam da crise, mas não às nossas custas", disse o ministro.
Como exemplos de medidas para evitar uma volatilidade maior na cotação do dólar no Brasil, ele citou as compras já realizadas com frequência pelo Banco Central e "instrumentos prudenciais, como limitação a risco cambial". Segundo o BC, as reservas internacionais aumentaram US$ 1,887 bilhão na terça-feira. Com a elevação, o montante passou de US$ 263,252 bilhões para US$ 265,139 bilhões no conceito de liquidez internacional. Esse é o maior aumento das reservas num único dia desde 8 de outubro de 2009, quando o montante havia crescido US$ 5,021 bilhões em apenas um dia. O aumento observado na terça-feira é resultado da compra de dólares realizada pela autoridade monetária na sexta-feira passada.
No que diz respeito à capitalização da Petrobras, marcada para 30 de setembro e que pode chegar a R$ 150 bilhões, o ministro mandou um recado claro ao mercado financeiro. "Vamos enxugar qualquer excesso de dólar que possa entrar com a operação da Petrobras. Vamos comprar tudo, já estou avisando", disse em entrevista na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), depois de abordar o tema cambial em palestra.
"O governo tem cacife suficiente para enfrentar qualquer eventual entrada de recursos com essa operação. Podemos bancar qualquer limite", emendou Mantega. O poder de fogo para as compras, segundo ele, está nas mãos do Banco Central e do Fundo Soberano do Brasil (FSB), um conjunto de reservas acumuladas ainda não utilizadas e que podem servir a situações como essa.
O FSB foi criado por lei em dezembro de 2008 e está vinculado ao Ministério da Fazenda. Tem como atribuições fazer investimentos no Brasil e no exterior, formar poupança pública, combater os efeitos de eventuais crises econômicas e "auxiliar nos projetos de interesse estratégico do País no exterior". Desde o final de 2009, quando foi regulamentado, o governo está autorizado a aplicar os recursos do Fundo no mercado interno de câmbio. Mantega explicou que o FSB, um colchão de segurança para o País, poderá ser acionado para conter a valorização do real.
Apesar da enfática promessa de evitar que a cotação do dólar caia mais no País, o ministro garantiu que o governo não trabalha com um piso para a moeda. "Não há piso, o que se evita é a volatilidade. Mantemos o câmbio flutuante, apesar de outros países não fazerem o mesmo."
Além das intervenções para conter o real, o ministro também adiantou que, dentro de, no máximo, um mês e meio, o governo vai anunciar medidas para estruturar o financiamento dos investimentos privados no País. Ele não revelou quais serão as medidas, mas disse que o objetivo é dinamizar o mercado de capitais e criar um mercado de crédito imobiliário, além de estimular a poupança externa do setor privado.
Segundo o ministro, que está preocupado com a adequação da estrutura de financiamento ao forte volume de investimentos, "é preciso modernizar a estrutura de financiamento, o Bndes não pode carregar tudo nas costas, o setor privado também tem de participar e tem de ter atratividade para isso".
16/09/2010
Jornal do Comércio – RS
Como exemplos de medidas para evitar uma volatilidade maior na cotação do dólar no Brasil, ele citou as compras já realizadas com frequência pelo Banco Central e "instrumentos prudenciais, como limitação a risco cambial". Segundo o BC, as reservas internacionais aumentaram US$ 1,887 bilhão na terça-feira. Com a elevação, o montante passou de US$ 263,252 bilhões para US$ 265,139 bilhões no conceito de liquidez internacional. Esse é o maior aumento das reservas num único dia desde 8 de outubro de 2009, quando o montante havia crescido US$ 5,021 bilhões em apenas um dia. O aumento observado na terça-feira é resultado da compra de dólares realizada pela autoridade monetária na sexta-feira passada.
No que diz respeito à capitalização da Petrobras, marcada para 30 de setembro e que pode chegar a R$ 150 bilhões, o ministro mandou um recado claro ao mercado financeiro. "Vamos enxugar qualquer excesso de dólar que possa entrar com a operação da Petrobras. Vamos comprar tudo, já estou avisando", disse em entrevista na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), depois de abordar o tema cambial em palestra.
"O governo tem cacife suficiente para enfrentar qualquer eventual entrada de recursos com essa operação. Podemos bancar qualquer limite", emendou Mantega. O poder de fogo para as compras, segundo ele, está nas mãos do Banco Central e do Fundo Soberano do Brasil (FSB), um conjunto de reservas acumuladas ainda não utilizadas e que podem servir a situações como essa.
O FSB foi criado por lei em dezembro de 2008 e está vinculado ao Ministério da Fazenda. Tem como atribuições fazer investimentos no Brasil e no exterior, formar poupança pública, combater os efeitos de eventuais crises econômicas e "auxiliar nos projetos de interesse estratégico do País no exterior". Desde o final de 2009, quando foi regulamentado, o governo está autorizado a aplicar os recursos do Fundo no mercado interno de câmbio. Mantega explicou que o FSB, um colchão de segurança para o País, poderá ser acionado para conter a valorização do real.
Apesar da enfática promessa de evitar que a cotação do dólar caia mais no País, o ministro garantiu que o governo não trabalha com um piso para a moeda. "Não há piso, o que se evita é a volatilidade. Mantemos o câmbio flutuante, apesar de outros países não fazerem o mesmo."
Além das intervenções para conter o real, o ministro também adiantou que, dentro de, no máximo, um mês e meio, o governo vai anunciar medidas para estruturar o financiamento dos investimentos privados no País. Ele não revelou quais serão as medidas, mas disse que o objetivo é dinamizar o mercado de capitais e criar um mercado de crédito imobiliário, além de estimular a poupança externa do setor privado.
Segundo o ministro, que está preocupado com a adequação da estrutura de financiamento ao forte volume de investimentos, "é preciso modernizar a estrutura de financiamento, o Bndes não pode carregar tudo nas costas, o setor privado também tem de participar e tem de ter atratividade para isso".
16/09/2010
Jornal do Comércio – RS
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Dólar recua para o menor valor no ano
Capitalização da Petrobras eleva expectativa de entrada de moeda americana e derruba cotação
O Banco Central (BC) tem agido no mercado de câmbio, mas até agora a estratégia não está surtindo efeito. Ontem, o dólar recuou pela nona vez seguida, para R$ 1,716 na venda, baixa de 0,23%, para o menor patamar desde 3 de dezembro do ano passado.
A desvalorização ocorreu apesar de o BC ter voltado a realizar um segundo leilão de compra de dólar perto do fechamento do mercado. O BC retomou essa estratégia para enxugar o que considera excesso de moeda americana – e assim controlar a apreciação do real – desde a quarta-feira passada. Nos últimos quatro meses, havia feito apenas um leilão diário.
Entre os principais motivos para a queda do dólar está a perspectiva de significativa entrada de moeda americana devido ao processo de capitalização da Petrobras. As captações externas feitas por diversas companhias, que aproveitam para buscar recursos mais baratos no exterior, também influenciam na cotação.
Além disso, ao longo do ano, investidores estrangeiros têm aproveitado a diferença entre a taxa básica de juro brasileiro – de 10,75% ao ano – e a de países desenvolvidos, próximo de zero. Ontem, o comportamento do dólar ante o real seguiu a tendência no mercado internacional, no qual a moeda americana recuou em relação ao euro e ao iene.
Na última quinta-feira, em palestra a empresários, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo não permitiria que o real derretesse. Mas não informou que medidas seriam adotadas.
O BC não informa imediatamente quanto adquire nesses leilões. Amanhã, o governo publica o boletim semanal. Analistas do setor financeiro avaliam que somente as intervenções do Banco Central têm evitado que as cotações fiquem abaixo do piso informal de R$ 1,70.
14/09/2010
Diário Catarinense
O Banco Central (BC) tem agido no mercado de câmbio, mas até agora a estratégia não está surtindo efeito. Ontem, o dólar recuou pela nona vez seguida, para R$ 1,716 na venda, baixa de 0,23%, para o menor patamar desde 3 de dezembro do ano passado.
A desvalorização ocorreu apesar de o BC ter voltado a realizar um segundo leilão de compra de dólar perto do fechamento do mercado. O BC retomou essa estratégia para enxugar o que considera excesso de moeda americana – e assim controlar a apreciação do real – desde a quarta-feira passada. Nos últimos quatro meses, havia feito apenas um leilão diário.
Entre os principais motivos para a queda do dólar está a perspectiva de significativa entrada de moeda americana devido ao processo de capitalização da Petrobras. As captações externas feitas por diversas companhias, que aproveitam para buscar recursos mais baratos no exterior, também influenciam na cotação.
Além disso, ao longo do ano, investidores estrangeiros têm aproveitado a diferença entre a taxa básica de juro brasileiro – de 10,75% ao ano – e a de países desenvolvidos, próximo de zero. Ontem, o comportamento do dólar ante o real seguiu a tendência no mercado internacional, no qual a moeda americana recuou em relação ao euro e ao iene.
Na última quinta-feira, em palestra a empresários, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo não permitiria que o real derretesse. Mas não informou que medidas seriam adotadas.
O BC não informa imediatamente quanto adquire nesses leilões. Amanhã, o governo publica o boletim semanal. Analistas do setor financeiro avaliam que somente as intervenções do Banco Central têm evitado que as cotações fiquem abaixo do piso informal de R$ 1,70.
14/09/2010
Diário Catarinense
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