segunda-feira, 17 de setembro de 2012

México já se beneficia de custo maior na China



O aumento dos salários e a desaceleração do crescimento na China representam uma chance para o México recuperar diversos negócios que fugiram atrás da mão de obra barata do outro lado do Pacífico na década passada, quando os salários chineses eram, em média, um quarto dos salários mexicanos.
O México já pode ser um lugar mais barato para se fabricar uma série de produtos para o mercado americano, segundo o Boston Consulting Group, que estima que o salário industrial médio da China superou o do México este ano, considerando as diferenças de produtividade. O trabalhador mexicano típico produz mais por hora do que o chinês, e a proximidade com os EUA significa que as empresas americanas podem enviar as mercadorias aos seus clientes americanos mais depressa, e com frequência a um custo menor.
No ano passado a Viasystems Group, fabricante de armários industriais sediada em Saint Louis, no Estado de Missouri, trouxe de volta para o México parte da sua produção na China. "Nossos clientes levaram alguns anos para reagir ao aumento dos custos na China. Mas agora eles estão muito mais interessados em fabricar aqui", disse Homero Galindo, chefe da Viasystems no México.
A China continua mantendo enormes vantagens, inclusive um bilhão de consumidores. Com o aumento dos salários no país, os chineses terão mais dinheiro para gastar consumindo produtos, e não simplesmente fabricando produtos para o resto do mundo.
Poucos esperam um retorno em massa da produção para o México. A guerra contra as drogas afugenta os novos negócios, e o país não criou uma força de trabalho qualificada, nem uma cadeia de fornecimento de peças que represente um desafio sério ao predomínio chinês na produção industrial.
Mas à medida que os salários chineses continuam subindo, o México parece o país em melhor posição para se beneficiar. O México é o lugar mais barato fora dos EUA para se fabricar para o mercado americano, segundo um levantamento de dezembro de 2011 feito pela empresa de consultoria Alix Partners.
As fábricas mexicanas ao longo da fronteira com os EUA podem abastecer o mercado americano mais rápido que as asiáticas, em especial quando se trata de produtos que dependem de projeto personalizado ou do capricho da moda.
O cliente que compra um computador da Dell em uma grande loja leva para casa um produto fabricado pela Foxconn na China. Mas, se o cliente entrar no site da empresa, ele pode personalizar sua compra - digamos, acrescentando mais memória ou uma capa cor de rosa. Esses computadores são montados e despachados em uma vasta fábrica da Foxconn perto de Ciudad Juárez, que chega a produzir 35 mil laptops e computadores de mesa diariamente.
"Podemos ter um caminhão carregado no lado americano da fronteira dentro de poucas horas", disse Francisco Uranga, chefe de desenvolvimento de negócios para o México da Foxconn.
O México também é atraente para produtos volumosos ou caros de transportar. A produção mexicana de automóveis atingiu nível recorde e várias montadoras não americanas, incluindo a Nissan e a Volkswagen, planejam abrir fábricas multibilionárias no país.
Um retorno dos negócios para o México também beneficiaria os EUA. As empresas americanas ganham 37 centavos em cada dólar exportado pelo México, porque as empresas mexicanas dependem muito de componentes fabricados nos EUA. A proporção é muito menor nas empresas chinesas, que utilizam sobretudo insumos produzidos localmente. Além disso, a oferta de mais empregos ao sul da fronteira reduz o incentivo para a imigração ilegal de mexicanos para os EUA.
Na década passada, nenhum país foi tão prejudicado pela ascensão da China como o México. O país foi o pioneiro dos mercados emergentes desde a assinatura de um acordo de livre comércio com os EUA e o Canadá, que entrou em vigor em 1994. De início, o México recebeu um estímulo com o pacto. Mas muitas empresas que se estabeleceram no país depois foram para a China, onde os salários baixíssimos mais que compensavam as vantagens tarifárias do México.
A China hoje exporta cerca de US$ 1,9 trilhão anual em mercadorias para o mundo todo, cerca de cinco vezes mais que o México em termos de dólares. Há dez anos, a China exportava mais ou menos o dobro do México. Desde então, o salário médio em toda a China subiu de US$ 0,60 por hora, em 2000, para US$ 2,50 por hora, incluindo benefícios, segundo a Flextronics International, fabricante de eletrônicos sediada em Cingapura, que tem 40 mil trabalhadores no México e 100 mil na China. O salário médio no México, incluindo benefícios, é de cerca de US$ 3,50 por hora, disse a empresa. Nos próximos anos, segundo a Flextronics, os salários chineses provavelmente vão ultrapassar os mexicanos.
O objetivo das autoridades chinesas é aumentar os salários, mesmo que isso signifique ceder para outros países o papel de produtor mais barato - juntamente com seus empregos de menor remuneração. Para as empresas, o lado positivo do aumento dos salários na China é que os consumidores chineses estão mais ricos. "Pode ser um pouco mais caro produzir na China paraexportação, mas também significa contar com uma base de consumidores em ascensão", disse Mike McNamara, diretor-presidente da Flextronics. "Então, se você também vende para a China, pode fazer sentido produzir apenas lá, em vez de dividir as operações em locais diferentes."
"Se você considerar a moeda, o aumento dos salários e outros impostos na China - tudo isso gera dificuldades relativamente fortes", disse Bill Muir, diretor-executivo de produção na Jabil Circuit, fabricante de eletrônicos da Flórida. Há alguns anos, fabricar máquinas de lavar no México só valia a pena se o fabricante esperasse que 30% a 40% das máquinas precisariam de entrega expressa. Mas agora esse número pode ser de até 10% para que seja vantajoso escolher o México, disse Muir.
O principal fator que prejudica o México, disse ele, é a violência. Estima-se que 16 mil pessoas morreram em homicídios relacionados com drogas no ano passado, e mais de 50 mil nos últimos cinco anos. De acordo com um relatório das Nações Unidas de 2011, a taxa de homicídios do México foi de 18,1 pessoas por 100 mil habitantes em 2010, em comparação com cerca de 5 nos EUA e 1,1 na China.
"É uma ironia trágica, porque o México melhorou sua competitividade justamente nos últimos cinco anos", disse Muir. "E esse também foi um período em que a situação de segurança do México realmente se deteriorou."

Autor(es): Por David Luhnow e Bob Davis | The Wall Street Journal, da Cidade do México e Pequim
Valor Econômico - 17/09/2012

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Substituição tributária vira alvo de disputas judiciais

Empresas reclamam – com razão – de margens estabelecidas muito acima do valor real das mercadorias
DO VALOR

Cada vez mais usado pelos Estados, principalmente no Sudeste, o sistema de substituição tributária tem sido adotado para os mais diversos setores da economia, principalmente pela facilidade de fiscalização e redução da sonegação. O que pode ser uma solução para os Estados, é cada vez mais questionado por contribuintes, administrativamente e no Judiciário.
Hoje um dos principais questionamentos dos contribuintes é a Margem de Valor Agregado (MVA), que influencia diretamente no preço final dos produtos, assim como a devolução da diferença do ICMS nas vendas – discussão que aguarda uma definição do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Todas as empresas ficam preocupadas com as margens estabelecidas muito acima do valor real das mercadorias porque não há como recuperar essa diferença”, afirma o advogado Júlio de Oliveira, do Machado Associados. Na substituição tributária, um representante da cadeia produtiva recolhe o ICMS pelos demais. O fabricante, por exemplo, recolhe pelo distribuidor o imposto quando vende o produto e este, por consequência, paga o tributo antecipadamente. A base de cálculo do recolhimento parte de um valor estipulado (presumido) como o de venda.
Em São Paulo, uma portaria publicada na semana passada ampliou o prazo para as pesquisas de atualização da MVA. Elas tinham que ser feitas a cada 15 meses. Agora, serão realizadas a cada 21 meses. Para Helcio Honda, diretor jurídico da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a ampliação do prazo é uma forma de corrigir algumas distorções nas MVAs hoje cobradas. “Além disso, isso diminuiria o custo com essas pesquisas, que são altos”, afirma. Para ele, o próximo passo deve ser uma revisão de quais produtos devem se submeter à substituição tributária.
O diretor-adjunto da Diretoria da Administração Tributária (Deat) paulista, Afonso Quintã Serrano, afirma que o governo tem que construir uma média ponderada, que pode ser maior ou menor do que o valor agregado de fato à mercadoria. De acordo com ele, os setores têm que comprovar que contrataram instituto de pesquisa até nove meses antes de as novas margens entrarem em vigor. Depois, têm 30 dias para discutir os dados com o instituto e devem entregá-los ao Fisco 60 dias antes da vigência. “Vários Estados usam as margens de São Paulo por reconhecer a idoneidade desse processo”, diz.
No Rio de Janeiro, foram realizadas, em agosto, as primeiras audiências públicas para discutir a MVA com setores interessados. A Lei nº 6.276 estabeleceu isso em contrapartida ao fim de margens máximas de valor agregado, que antes existiam no Estado. “Isso impedia o Rio de aderir a convênios do qual participam vários Estados, unificando as alíquotas nas operações interestaduais”, afirma Renato Vilella, secretário da Fazenda do Rio. Segundo ele, as margens aplicadas estavam defasadas.
Cheryl Berno, chefe da divisão tributária da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), afirma que a lei foi modificada porque o próprio governo começou a extrapolar as margens máximas e o Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RJ) considerou a medida ilegal. Em relação às audiências públicas, segundo ela, a discussão é limitada porque o governo primeiro firmou protocolos com outros Estados e só depois abriu a discussão com as entidades. Nessa revisão, subiu de 26,50% para 33,08% a MVA na saída de autopeças de concessionária autorizada.
O Estado de Minas sempre chama as empresas para participar da definição das margens, segundo Pedro Meneguetti, secretário-adjunto da Fazenda mineira. “O Estado acompanha os preços para firmar as MVAs e, se o preço do produto sobe, contrata um instituto de pesquisa para atualizar os valores. Mas se o setor discordar, pode contratar uma pesquisa e nos apresentar”, diz. Para o advogado Marcelo Jabour, diretor da Lex Legis Consultoria Tributária, por mais que haja participação dos contribuintes na definição das margens, a média nunca refletirá a realidade de um país com Estados tão economicamente favorecidos e outros desfavorecidos. “Além disso, os que têm o tributo pago por terceiros, na substituição tributária, acabam com créditos acumulados de ICMS”, afirma.
Além dessa discussão, os setores atingidos pela substituição tributária aguardam há quase dez anos um desfecho no Supremo de duas ações diretas de inconstitucionalidade (Adins), contrar normas de São Paulo e Pernambuco, que definirá se os Estados devem restituir aos contribuintes as diferenças que podem surgir de ICMS entre o valor da mercadoria com base na MVA e o montante real da venda final. Entidades envolvidas nas Adins estimam que o impacto dessa discussão para todos os Estados do país seja de cerca de R$ 10 bilhões. O julgamento está empatado em cinco a cinco. Falta o voto do ministro Ayres Brito, que aposenta-se em novembro.
“Além disso, dos cinco ministros que votaram contra o contribuinte, quatro já se aposentaram”, afirma Marco Antonio Pinto de Faria, diretor-presidente do Grupo Skill, que atua no processo como amicus curiae (parte interessada) junto da entidade que representa os distribuidores de bebidas. “Defendemos que o ICMS obedece ao sistema de débito e crédito, não é cumulativo, e isso tem que ser preservado coma restituição do que for pago a mais pelas indústrias”, afirma.
Para Marcelo Malagoni, da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), a substituição tributária tem sido usada de forma arrecadatória. “No início, só eram assim tributados os produtos que no varejo eram muito pulverizados. Mas depois quase tudo passou a ser tributado de forma antecipada, como instrumentos musicais e artigos esportivos”, critica.




segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Impactos da greve serão sentidos pelo menos até meados de outubro


BRASÍLIA - Apesar da greve ter se encerrado no início da semana, seus efeitos deverão ser sentidos até meados de outubro. Em alguns casos, os danos da paralisação foram irreversíveis, como na Controladoria-Geral da União (CGU).

Diversas paralisações temporárias no órgão levaram à não fiscalização de 36 municípios de um total, de 60 sorteados nos primeiro semestre para um acompanhamento das contas públicas. “Se havia irregularidades nesses 36, os corruptos certamente ficaram muito felizes com a greve”, disse o ministro da CGU, Jorge Hage.

Já no Ministério da Agricultura, a estimativa é que as atividades dos fiscais federais agropecuários serão normalizadas em duas semanas. Em nota, o ministro Mendes Ribeiro considera que “em função da decisão da Justiça que estabeleceu percentuais mínimos de fiscais agropecuários federais em postos estratégicos, como portos e aeroportos, o impacto direto foi pouco significativo”.

Na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o prazo também é de duas semanas para que o acúmulo de processos em portos aeroportos e fronteiras termine.

Já nos outros postos, a demora deve ser de 20 a 30 dias, chegando a 40 dias nos processos administrativos internos da Anvisa, segundo estimativa do diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano.

No caso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o efeito negativo da greve foi percebido na divulgação incompleta dos dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Nas PMEs divulgadas em julho e agosto, os dados do Rio de Janeiro (RJ) ficaram de fora. A última divulgação também faltou a sistematização dos dados referentes à Salvador (BA). As informações chegaram a ser coletadas, mas não foram analisadas, o que deve acontecer em breve.

A greve dos servidores do IBGE, que atingiu 30% do quadro, segundo a assessoria do órgão, também atrasou a coleta dos dados das pesquisas anuais, mas não haverá atraso na divulgação das informações, já que nos próximos três meses a situação deve se normalizar.

A assessoria da Receita Federal informou que a direção do órgão não comenta efeitos da greve parcial dos auditores em portos, aeroportos e postos de fronteira.

Valor Econômico 
Por Lucas Marchesini 

Camex eleva em até 25% Imposto de Importação de produtos vindos de países fora do Mercosul

Brasília – Reunido hoje (4) pela primeira vez neste ano, o conselho de ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex) elevou para até 25% o Imposto de Importação de uma centena de produtos importados de países de fora do Mercosul, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Segundo ele, o objetivo da medida é “estimular a produção nacional”, uma vez que a indústria brasileira sofre pesada concorrência de fora.

O ministro disse que o aumento da alíquota, nos termos admitidos pela Organização Mundial do Comércio (OMC), abrange produtos siderúrgicos, petroquímicos, borracha, pneus e alguns medicamentos. Ele enfatizou, porém, que os preços dos produtos serão constantemente monitorados para evitar majorações de preços no mercado interno, “caso contrário, derrubaremos a alíquota imediatamente”.

Mantega classificou o aumento da alíquota como mais uma medida para proteger a indústria nacional, já beneficiada com medidas na área cambial, com a redução de custos financeiros e tributários, além de menores juros para facilitar investimentos.

Para o ministro, as medidas de proteção são necessárias porque “está faltando mercado no mundo e os poucos mercados que crescem vêm atrás do Brasil, e a nossa indústria está sendo prejudicada com isso”.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse que a lista de produtos com Imposto de Importação maior será encaminhada imediatamente aos parceiros do Mercosul, que têm prazo de 15 dias para aprová-la ou apresentar objeções, se for o caso. Cumprida a exigência formal, Pimentel acredita que a lista deve entrar em vigor na última semana de setembro. A medida terá validade de 12 meses, prorrogável por igual período.

Edição: Lana Cristina
Agência Brasil
Stênio Ribeiro

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Apreensão de mercadorias ilegais da China cresce 329% no Amazonas


O Núcleo de Repressão (Nurep), da Alfândega do Porto de Manaus, já contabiliza R$ 2,5 milhões em apreensões de produtos chineses ilegais no primeiro semestre deste ano. O número já é 329% superior ao total apreendido em todo o ano de 2011, que chegou a R$ 600 mil. “As apreensões de 2012 são resultado de dez operações ostensivas, que apreenderam, entre outros produtos, celulares, eletrônicos, tênis, camisas e bolsas”, informou o inspetor chefe adjunto da Alfândega, Mauricio Moreira. 

A entrada de bens acabados do país oriental, por via marítima, cresceu 23,9% de janeiro a julho de 2012 em relação a igual período do ano passado. Considerando os insumos para o Polo Industrial de Manaus (PIM), as compras na China tiveram incremento de 40% em julho, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

“O volume de produtos chineses importados chegou a 26 milhões de toneladas, somando US$ 87,9 milhões nos primeiros sete meses deste ano”, disse. Nesse período, pneus (US$ 11 milhões), computadores (US$ 7,6 milhões) e aparelhos de ar-condicionado (US$ 4 milhões) representaram as maiores somas em importações da China, que entraram por via marítima.

No geral, eletroeletrônicos, artigos de informática, motocicletas, motopeças e máquinas e equipamentos industriais são os bens chineses mais comprados pelo Estado, de acordo com informações da Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Econômico (CBCDE). “As importações têm crescido bastante por vários fatores, as compras de máquinas industriais mostram, por exemplo, que as empresas brasileiras estão se modernizando, os outros evidenciam uma necessidade específica do mercado brasileiro por produtos chineses”, disse o diretor-geral da CBCDE, Tang Wei.

Insumos

O maior volume de partes e peças importadas para as fábricas do PIM tem como origem a China. No comparativo dos meses de julho de 2012 e 2011, as compras do Amazonas no país oriental subiram 40%, saltando de US$ 367 milhões para US$ 517 milhões. Já no acumulado de janeiro a julho de 2012 em relação a igual intervalo do ano anterior, o incremento foi de 17,15%. A soma das compras na China aumentou de US$ 2,34 bilhões para US$ 2,75 bilhões.

De janeiro a julho deste ano, as compras mais significativas de insumos da China foram de partes para aparelhos de TV (US$ 815 milhões), partes para aparelhos de telefonia (US$ 176 milhões) e conjunto de cabeça de disco rígido (US$ 166 milhões). O volume de importações dessas partes e peças cresceu, respectivamente, 25,9%, 21,37% e 211%.

De acordo com Tang Wei, Brasil e China amargam uma crise, reflexo da instabilidade financeira europeia. Segundo ele, as indústrias  da China também sofrem com demissões de funcionários e a desaceleração.

“Devido à extrema ligação com a China, qualquer alteração no cenário local afeta a economia do país oriental. “Se diminuir a compra na China, as indústrias chinesas que oferecem esses insumos vão sofrer. A Zona Franca de Manaus (ZFM) é bem parecida com a região do Sul da China”, disse.

Setor de confecções amarga prejuízo

Diferente de alimentação e lazer que estão movimentando os shoppings, o setor de confecção vem amargando perdas. A presidente da Associação dos Lojistas do Amazonas Shopping Center, Mercedes Braz, explica que o motivo é a disputa por espaço com o produto similar chinês. “As roupas chinesas estão massacrando a indústria nacional, a concorrência é desleal por causa dos custos trabalhistas e cargas tributárias que nós temos. O preço é baixo, mas a qualidade é ruim”, comentou.

Segundo o presidente da CDL-Manaus, Ralph Assayag, a concorrência é desleal, principalmente, devido ao pagamento de impostos. “Nós pagamos e eles não pagam, por isso a diferença no preço é alta, o produto é subfaturado, os impostos são os maiores problemas”, comentou. Na opinião de Assayag, a qualidade inferior não é característica restrita somente às mercadorias chinesas. “Há  produtos no Brasil que não são de boa qualidade, se os impostos fossem iguais para todos, caberia aos consumidores escolher entre os de melhor ou pior qualidade, sem definir pelo preço”.

São Paulo é a principal rota de entrada das mercadorias chinesas, que são revendidas para o restante do País, de acordo com o representante do Comércio. “Em Fortaleza, por exemplo, é negócio de louco. Aqui vem aumentando, se chega a tomar um susto, espero que a Receita examine a entrada desses produtos”, disse.

Fonte: D24am.com / Daisy Melo

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

INFRAERO ALTERA PROCEDIMENTOS DE ENTREGA DE CARGA APÓS DESEMBARAÇO!


Boa tarde,
Ainda estamos aguardando confirmação de quando este procedimento serpa cobrado.
A princípio terá que constar os dados da transportadora que irá coletar e o transportador deverá estar cadastrado no sistema da INFRAERO.

Vamos atualizado assim que tivermos mais novidades.

 

 

INFRAERO ALTERA PROCEDIMENTOS DE ENTREGA DE CARGA APÓS DESEMBARAÇO!

Em atendimento à IN 680/06-SRFB, Art. 55 – III e alíneas bc e d, atendidas as demais exigências incumbidas ao Depositário nos Artigos 54 ao 62, disciplinando o processo de entrega da carga, COMUNICAMOS QUE A PARTIR DO DIA 13/08/2012 o coletor da carga importada, após o desembaraço, fica condicionado aos seguintes atendimentos:

1.      Ser o próprio Representante Legal que assinou a presente Declaração de Importação / DI, conforme previsto no Art. 808 – Inciso V do Decreto 6759/09, ou;
2.      Constar nome e número de documentos subscritos nos Dados Complementares da presente Declaração de Importação / DI, conforme previsto no Art. 808. Inciso II do Decreto 6759/09, devendo este:
i.                   Estar devidamente autorizado, por escrito, e indicado como sendo o responsável pela retirada da carga para efeitos de Emissão de Recibo de Entrega no Tecaplus – Art. 54, Inciso IV da IN 680/06;
ii.                 Apresentar e anexar ao Recibo Tecaplus cópia dos documentos de Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e respectivo documento de identificação (RG), com dados do órgão emitente e data de emissão – Art. 55, Inciso II e alínea b da IN 680/06;
iii.               Ter indicação com NOME e CNPJ da transportadora que transportará a mercadoria – Art. 55, Inciso II e alínea c da IN 680/06.

Observamos que os indícios de Irregularidades serão levados à Autoridade Aduaneira, conforme previsto no Parágrafo 3° e 4° do Art. 55 da IN 680/06.

Para a busca de padronização, segue texto previsto para atendimento às instruções previstas no item 2, alíneas i e iii deste Comunicado:

·         “Autorizo a(s) pessoa(s) abaixo indicada(s) para retirada da Mercadoria constante nesta DI”:
NOME e CPF do Coletor da Carga.

·         “Indico a empresa abaixo para o transporte da mercadoria constante nesta DI”:
NOME e CNPJ da Transportadora.

Cabe observar que nos casos em que houver mais de um nome transcrito no documento, é obrigatório a indicação da pessoa e da transportadora por meio de interposição da assinatura do despachante.

Casos não previstos devem ser direcionados à Coordenação de Trânsito e Liberação.



Fonte: Comunicado enviado pela Gerencia de Logística Infraero – Julho de 2012.

Alfândega do Porto de Suape/PE identifica carga de contrabando apreendida


Falsificados: Milhares de réplicas de iPods e de outros produtos são apreendidas

Vinda da China, a carga tinha como destino o Porto de Vitória, mas uma ação em Suape fez a repressão
A alfândega da Receita Federal revelou que 28 toneladas de produtos falsificados foram apreendidas em Suape no último dia 3 de agosto. Vinda da China, a carga tinha como destino o Porto de Vitória, mas uma ação em Suape fez a repressão dos produtos.
A mercadoria estava declarada como tijolos de vidro, mas ao abrir os contêineres foram encontrados roupas, relógios e eletrônicos de diversas marcas famosas. O valor da apreensão foi calculado em R$ 2 milhões. Abaixo está uma lista especificando cada produto:
23.307 camisas com as marcas Tommy Hilfiger, Lacoste e Reserva.
193.740 cuecas estilo “boxe” com as marcas Calvin Klein, Playboy, Armani, Tommy, D&G, Diesel, Lacoste, Hugo Boss, Oakley, Gucci, Nike, Puma, Louis Vuitton, Levi’s e Adidas.
1.920 agasalhos esportivos com as marcas Adidas e Nike.
1.518 réplicas de iPods da Apple.
36.875 relógios das marcas Bvlgari e Michael Kors.
7.521 bolsas femininas das marcas Louis Vuitton, Michael Kors e Victor Hugo.
2.354 carteiras e porta-cartões das marcas Louis Vuitton e Victor Hugo.
E ainda 99 kgs de bolsos para camisa com as marcas Lacoste e Adidas.


EXTRAÍDO DE tributaneiro.com
Data 15/08/2012